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Constituição francesa ameaça França de terrorismo?

© AFP 2021 / JOEL SAGETUm policial francês guarda a entrada ao Bataclan em 13 de novembro de 2016
Um policial francês guarda a entrada ao Bataclan em 13 de novembro de 2016 - Sputnik Brasil
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Neste domingo, 13, a França comemora o primeiro aniversário dos ataques terroristas que levaram 130 vidas e feriram mais de 350 pessoas. Será que o país conseguiu melhorar os seus mecanismos de prevenção de tais ataques?

Entre as medidas tomadas ou tentadas pelo governo francês, as mais comentadas e discutidas são o aumento do controle fronteiriço, a privação de nacionalidade francesa a pessoas cuja participação de atos terroristas for provada e a imposição do estado de emergência durante quase um ano inteiro e que pode ainda ser prorrogado para 2017, segundo o ministro do Interior, Manuel Valls.

Há também a operação Sentinel, que prevê maior atenção às pessoas inscritas no “dossiê S” da polícia nacional.

A ameaça persiste

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Contudo, vários especialistas ouvidos pela Sputnik afirmam que a ameaça terrorista não desapareceu. Mais do que isso, a França corre o perigo de se tornar alvo de atentados de novo.

Para Charles Rault, ex-analista de segurança, os políticos e os funcionários de organismos de inteligência coincidem na opinião de que haverá mais ataques.

"Não só existe a possibilidade de novos ataques terroristas, senão que também há o sentimento, desta vez partilhado tanto por agências de inteligência, como pelos líderes políticos, de que haverá mais [ataques]… Lamentavelmente, é provável que haja novos atentados que eles não poderão prevenir", disse o especialista.

Mas o objetivo pode ser ainda mais terrível: os terroristas poderiam tentar incitar uma guerra civil na França, cujas autoridades promovem firmemente o multiculturalismo.

"A tensão é tão alta na França que os terroristas podem tentar fazer tudo para jogar a França em um combate sectário totalmente sangrento", frisou Rault.

Foreign fighters

Por sua parte, Paul Swallow, ex-oficial de inteligência no Comando Antiterror da Scotland Yard, vê risco nas pessoas que nasceram na França e depois foram combater nas fileiras do Daesh no Oriente Médio. A mídia internacional tem um nome para elas, “foreign fighters” ("guerreiros estrangeiros").

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"Eu acho que novos ataques são prováveis. Com a iminente derrota do Daesh na Síria, os 'soldados' deles vão fugir e podem voltar a casa, para muitos países europeus, inclusive para França. É muito provável que alguns desejem continuar a sua batalha atacando alvos civis 'brandos' nestes países, seguindo o modelo Bataclan/Charlie Hebdo", sugere Swallow, que agora dá aulas na Escola da Lei, Justiça Legal e Computação na Universidade Christ Church de Canterbury.

Comentando as reformas realizadas pelo governo da França, ele disse que elas aumentaram a segurança, mas puseram em cheque os direitos humanos.

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Existe solução?

Não existe problema sem solução. Portanto, a Sputnik perguntou aos entrevistados sobre as suas sugestões.

Para Rault, existem duas decisões cruciais a serem tomadas pelas autoridades francesas. A primeira é a restauração das fronteiras nacionais – "já que não há fronteiras eficientes ao nível europeu".

"A segurança nacional da França não pode depender da fronteira grega ou da de qualquer outro país", ressaltou.

A segunda decisão, segundo Rault, é a proibição "imediata" da entrada de todos os migrantes como medida de prevenção. "…tanto os ataques terroristas recentes, como as declarações dos próprios terroristas mostraram que os terroristas aproveitam das nossas fronteiras abertas para melhor nos atacar", explicou.

Já para Swallow, é preciso rever os princípios da laicidade, que dominam a cultura oficial da França e proíbem as autoridades de coletar e analisar informações sobre minorias religiosas.

"Esta política, muito enraizada na Constituição francesa, precisa mesmo ser posta em causa", disse o especialista.

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