Votando em Trump eleitores escolheram acabar com 'financiamento do terrorismo' dos EUA

© REUTERS / Jonathan DrakeProcesso de votação em Norte Carolina, EUA, 20 de outubro de 2016
Processo de votação em Norte Carolina, EUA, 20 de outubro de 2016 - Sputnik Brasil
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Escolhendo um candidato que não apoia a retórica bélica de Washington, os americanos se opuseram ao terrorismo e ao extremismo, expressando, assim, a esperança de que as relações com outros países melhorem, de acordo com Fajer Zeidan, secretário-geral da União das Forças Sírias.

 

Fajer Zeidan, secretário-geral da União das Forças Sírias, acredita que os eleitores americanos, dizendo “Sim” a Donald Trump, manifestaram o desejo de salvar seu país de terroristas e extremistas, acreditando que os laços com outros países sejam fortalecidos através do mandato do futuro presidente.

Em entrevista à Sputnik Àrabe, Zeidan disse que a administração de Obama, que de certa forma inclui Hillary Clinton, apoiou os extremistas da Irmandade Muçulmana no Egito e do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) no Iraque e na Síria.

Segundo ele, há esperança de que a nova administração dos EUA seja capaz de mudar o curso político.

“Nós esperamos que a nova administração [da Casa Branca] acabe com o financiamento do terrorismo que emana dos EUA e alguns países árabes, para que alcancemos uma solução política para a crise [na Síria] de acordo com os interesses de todas as partes do conflito”, disse ele.

Zeidan acredita que o candidato eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, coordenarão em conjunto ações no que diz respeito à Síria, buscando reforçar o apoio à soberania e à unidade da Síria e se livrar dos grupos armados através de um acordo político.

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Segundo Zeidan, a relação entre os EUA e os países árabes vai melhorar durante o mandato de Trump, apesar das tentativas de Clinton em distorcer declarações feitas por ele sobre a proibição da entrada de potenciais terroristas nos Estados Unidos, insinuando que ele seja contra todos os muçulmanos.

A entrevista com Zeidan foi feita após a surpreendente vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais de 8 de novembro nos Estados Unidos, onde ele conseguiu vencer a candidata dos democratas, Hillary Clinton.

Durante discurso, Trump prometeu sempre priorizar os interesses dos EUA e “tratar bem" todas as nações dispostas a conviver com os Estados Unidos. Ele acrescentou que Washington buscará um "terreno comum, em vez de hostilidade", de "parceria e não de conflito".

Em julho de 2016, o ate então candidato republicano à presidência, Trump, apelou aos EUA que dessem um basta na imigração de pessoas de países com histórico de extremismo islâmico.

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Anteriormente, ele solicitou a proibição temporária da entrada nos Estados Unidos de todos os muçulmanos até que suas identidades fossem analisadas.

Em 9 de novembro, o presidente russo, Vladimir Putin, felicitou Trump por sua vitória nas eleições presidenciais nos EUA, expressando a esperança de que o trabalho conjunto entre os dois países resolva a crise nas relações bilaterais.

“No telegrama, Putin expressou a esperança de trabalho em conjunto para elevar as relações russo-americanas, tal como, para tratar questões importantes da agenda internacional, buscando respostas eficazes aos desafios globais de segurança”, disse o Kremlin.

 

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