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Como países estrangeiros tentam desestabilizar situação em Hong Kong?

© REUTERS / Tyrone SiuManifestantes protestam contra a interferência de Pequim na política local de Hong Kong, 6 de novembro de 2016
Manifestantes protestam contra a interferência de Pequim na política local de Hong Kong, 6 de novembro de 2016 - Sputnik Brasil
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Após os recentes comentários dos EUA sobre as tensões entre a China e a região administrativa de Hong Kong, alguns países estrangeiros, principalmente os EUA e o Reino Unido, estão tentando desestabilizar a situação na China, consideram analistas políticos russos.

Em entrevista à Sputnik, eles apontam que tais tentativas representam instigação e interferência nas questões internas da China.

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Na segunda-feira, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Mark Toner apelou aos governos da China e de Hong Kong para "se absterem de ações que abalem a confiança" no país.

As recentes tensões ocorreram entre a China e Hong Kong quando Pequim não permitiu a dois políticos eleitos de Hong Kong, que defendem a independência da cidade, a se juntarem ao parlamento como deputados.

Por seu turno, o porta-voz da chancelaria chinesa Lu Kang destacou que Hong Kong é uma região administrativa especial da China e que os assuntos de Hong Kong são inteiramente questões internas da China.

© REUTERS / Bobby YipManifestante parado em frente aos policiais durante um confronto em Hong kong, China, 6 de novembro de 2016
Manifestante parado em frente aos policiais durante um confronto em Hong kong, China, 6 de novembro de 2016 - Sputnik Brasil
Manifestante parado em frente aos policiais durante um confronto em Hong kong, China, 6 de novembro de 2016

"Isto está completamente sob a soberania da China e os outros países não têm o direito de interferir", ressaltou Kang.

Ele acrescentou que certas forças independentistas de Hong Kong planejam dividir a China e ganhar o apoio de países estrangeiros com esse objetivo.

Vladimir Evseev, vice-diretor do Instituto da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), declarou à Sputnik que Washington "está usando todas as oportunidades para criar problemas à China". Evseev acha que os recentes protestos em Hong Kong podem ter sido planejados com ajuda dos EUA.

Segundo ele, neste caso a China tem pleno direito de restabelecer a ordem no seu território. Pequim decidiu não envolver o exército, se limitando apenas ao uso de forças policiais e medidas restritivas.

© REUTERS / Tyrone SiuPolícia usando spray de pimenta contra manifestantes durante um protesto contra interferência de Pequim na política local, Hong Kong, China, 6 de novembro de 2016
Polícia usando spray de pimenta contra manifestantes durante um protesto contra interferência de Pequim na política local, Hong Kong, China, 6 de novembro de 2016 - Sputnik Brasil
Polícia usando spray de pimenta contra manifestantes durante um protesto contra interferência de Pequim na política local, Hong Kong, China, 6 de novembro de 2016

Outro especialista russo, Alexey Maslov da Escola Superior da Economia, informou à Sputnik que a interferência externa nas questões internas de Hong Kong teve início oito anos atrás através da criação de vários fundos e programas de treinamento nos câmpus da Universidade de Hong Kong e da Universidade Chinesa de Hong Kong.

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Segundo ele, esses programas de treinamento, realizados por especialistas norte-americanos e britânicos, têm por objetivo manipular a opinião pública em Hong Kong, questionando os direitos e liberdades através da juventude. Maslov opina que tal desinformação visa "desestabilizar a China e mostrar que Pequim suprime as liberdades e direitos fundamentais dos cidadãos".

Finalmente, Andrei Karneev, vice-diretor do Instituto para Estudos da Ásia e África da Universidade Estatal de Moscou declarou à Sputnik que seria errado não relacionar os eventos em Hong Kong com a influência externa.

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