Bruxaria e política: escândalos provocados por forças ocultas

© REUTERS / Akintunde AkinleyePeople watch as traditional drummers perform at the annual voodoo festival in Ouidah in Benin, January 10, 2016
People watch as traditional drummers perform at the annual voodoo festival in Ouidah in Benin, January 10, 2016 - Sputnik Brasil
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Na última semana, a explosão de um escândalo provocou uma grande onda de protestos na Coreia do Sul, com milhares de pessoas indo às ruas para pedir a renúncia da presidente do país, Park Geun Hye, a última personalidade da política internacional acusada de envolvimento em práticas ocultas.

A partir desse episódio, a Sputnik preparou uma lista com alguns dos casos mais recentes de participação do misticismo nas questões políticas de diferentes países.

1. Caça às bruxas em Seul

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Pressionada pela população, Park Geun-hye acompanhou nos últimos dias a prisão de pessoas intimamente ligadas a seu governo. Entre elas, Choi Soon-sil, amiga de infância da presidente, suspeita de fraude e abuso de autoridade. 

Choi Soon-sil é filha de Choi Tae-min, fundador da Igreja da Eterna Vida, instituição considerada obscura no país e que, misturando práticas e ensinamentos cristãos e budistas, tem em Tae-min um Buda e um Messias. Segundo a mídia coreana, esse líder religioso teria se aproximado de Park quando do assassinato de sua mãe, Yuk Young-soo, em 1974, dizendo que Yuk teria aparecido para ele em um sonho pedindo para ajudar sua filha. Desde então, Choi Tae-min passou a exercer grande influência sobre Park Geun-hye, influência essa que acabou sendo herdada por Choi Soon-sil.

2. Gulen e os gênios da Turquia

Depois da tentativa frustrada de golpe militar na Turquia, em julho, o presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, acusou o líder espiritual Fethullah Gulen de ser o principal responsável pelo episódio. Indo mais além, o prefeito de Ancara, Melih Gokcek, explicou em rede nacional como Gulen teria conseguido controlar e manipular tanta gente: com a ajuda de gênios.

"Ele escraviza as pessoas com 'as coisas de três letras'", disse Gokcek em entrevista ao canal de TV Arti 49, se referindo aos seres sobrenaturais da mitologia árabe. "Ele tem a habilidade de fazer isso também. As pessoas foram hipnotizadas e escravizadas".  

3. Presidente das Maldivas fez pacto com diabo sem querer

Em fevereiro deste ano, o presidente das Maldivas, Abdulla Yameen, também foi envolvido em um escândalo sinistro depois que um místico do Sri Lanka, identificado como Asela Wickramasinghe, veio a público dizer que havia realizado trabalhos de magia negra para garantir a eleição de Yameen em 2013. Os rituais de vudu explicados por ele teriam consistido em enterrar ovos e cocos em locais importantes da capital, Malé, para sabotar os adversários de Yameen, que acabou derrotando o ex-presidente, Mohamed Nasheed, com uma grande virada no segundo turno. 

"Nós convidamos o diabo para destruir o poder político dos oponentes do senhor Yameen e para conquistar mais (poder) para o seu lado", disse Wickramasinghe ao Telegraph. "Olhe o resultado. Essa é a prova. Olhem como a votação mudou".

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4. Governo do Irã mantém contato com mundos desconhecidos

Na República Islâmica do Irã, em 2010, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e seus confidentes acusaram o então presidente, Mahmoud Ahmadinejad, e seu governo de bruxaria. Pouco tempo depois, mais de 20 políticos próximos a Ahmadinejad foram presos por supostamente invocar gênios. 

Entre os detidos estavam o chefe de gabinete Esfandiar Rahim Mashaei, o chefe do Comitê de Cultura Abbas Amirafar e o assessor presidencial Abbas Ghaffari, descrito pelo jornal iraniano Ayandeh como "um homem com habilidades especiais em metafísica e conexões com mundos desconhecidos". 

5. A feiticeira de Delaware

Christine O'Donnell, política norte-americana ligada ao movimento Tea Party, do Partido Republicano, quase arruinou sua carreira, há seis anos, ao ser associada a práticas que nada têm em comum com a sua fé católica. Quando disputava as eleições para o Senado, por Delaware, em 2010, teve sua campanha abalada pela divulgação de um antigo vídeo, gravado uma década antes, no qual descrevia sua experiência com a bruxaria durante o ensino médio. 

Embora o assunto tenha sido levado na brincadeira pela maioria, muitos dos seus eleitores, conservadores, se sentiram, de certa forma, enganados por uma bruxa. Depois disso, nem mesmo as poções mágicas de seus publicitários conseguiram assegurar sua vitória na disputa eleitoral, e o democrata Chris Coons acabou ficando com a vaga, obtendo 57% dos votos. 

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