Concubina yazidi mais cara do Daesh conta história tenebrosa do seu cativeiro

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Zeynab, uma das prisioneiras e concubinas de origem yazidi escravizadas pelo Daesh compartilhou com a Spuntik os detalhes de seu cativeiro.

Menina yazidi empunha um cartaz que diz Mensagem de esperança para a minha irmã: estamos à tua espera durante o protesto perto do escritório da ONU em Arbil, capital da região autónoma de Curdistão, Iraque, 2 de agosto de 2015 - Sputnik Brasil
Ativista yazidi liberta mais uma mulher da escravidão sexual do Daesh (VÍDEO)
Zeynab, juntamente com outras yazidi, foi sequestrada em 2014 por extremistas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) depois de estes tomarem a sua cidade natal, no oeste da província de Ninive, no Iraque. O terrorista que a mantinha no cativeiro submeteu Zeynab a torturas físicas e escravidão sexual.

"Venderam-me ao extremista Abu Jaafar, cuja mulher me batia frequentemente porque eu achava que eu queria roubar-lhe o marido", disse ela, acrescentando que "nem sequer se dava conta de que era uma vítima escravizada".

Zeynab detalhou que as mulheres do Daesh se comportam pior do que os homens, maltratando e até mesmo envenenado as concubinas e seus filhos: "Uma terrorista pendurou uma menina de dois anos na janela da casa".

Depois, prosseguiu Zeynab, foi revendida a um preço de 13 mil dólares a outro grupo de terroristas. O preço foi tão alto, segundo disse, porque ela falava árabe, recitava o Alcorão e sabia cuidar bem da casa.

Seus novos "donos" não abusaram sexualmente dela porque, durante a estadia na casa de Abu Jafaar, ela sofreu um trauma psicológico e doenças no sistema reprodutivo. Isso assustou os novos donos.

Um cartaz em um mercado em Monrovia durante uma campanha anti-estupro de 2009 na Libéria - Sputnik Brasil
O país em que 75% das mulheres são estupradas
"Conheci uma menina que não conseguiu suportar todas as torturas e se matou com um tiro de pistola do terrorista que a escravizou", disse Zeynab.

Além disso, ela contou outra história assustadora de uma jovem de 20 anos, que se suicidou depois que os extremistas lhe mostraram um vídeo onde ela estava drogada e desonrada.

Khoder Khallat, ativista yazidi comentou à Sputnik Árabe, citando uma fonte anônima das Forças Armadas do Iraque, que o exército libertou algumas mulheres do cativeiro sexual na área de Gogjali, no leste de Mossul, após ter entrado na cidade.

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