Graças ao Papa? Parlamento venezuelano adia sessão sobre julgamento de Maduro

© REUTERS / Marco BelloNicolás Maduro, presidente da Venezuela, durante encontro com a oposicão
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, durante encontro com a oposicão - Sputnik Brasil
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A Assembleia Nacional da Venezuela votou nesta terça (1) a favor do adiamento até a próxima terça (8) da sessão dedicada ao julgamento de responsabilidade política contra o presidente Nicolas Maduro. Enquanto isso, a oposição decidiu suspender a marcha ao palácio presidencial de Miraflores convocada para esta quinta-feira (3). Graças ao Vaticano?

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​A decisão é resultado da mediação do Vaticano, sob cuja égide se iniciou, no domingo (30), o diálogo entre o governo e a oposição.

O parlamento venezuelano havia convidado Maduro para comparecer à sessão de hoje, que teria como objetivo discutir a responsabilidade política do presidente diante da crise no país. No entanto, Maduro rejeitou a oferta, alegando que a Assembleia Nacional não goza do direito legal de iniciar um processo político contra ele.

"Eu sou o primeiro que gostaria de ir à Assembleia Nacional para levar o debate de ideias, de verdades, de posições em conflito ou em diálogo, estous às ordens; ao que não estou às ordens é para violar a Constituição, prestar-me a julgamentos falsos ou tentativas de golpes de Estado", disse Maduro, citado pela imprensa local.

Frutos do diálogo

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O Vaticano, a Unasul e três ex-chefes de Estado do Panamá, da República Dominicana e da Espanha mediam o diálogo entre o governo e a oposição venezuelana. Quinze dos partidos que formam a coalizão opositora da Venezuela, a Mesa de Unidade Democrática, recusaram-se a participar das conversações.

O primeiro fruto do diálogo se produziu nesta terça-feira com a libertação de três ativistas políticos, Carlos Melo, Marco Trejo e Andres Moreno.

No entanto, a oposição está exigindo a libertação de outros dos chamados “prisioneiros políticos”, os quais calculam ser em torno de 100, entre eles o líder da oposição Leopoldo Lopez, segundo relata a Reuters.

Além disso, vários grupos da oposição exigem a renúncia do Maduro. Alguns, como o Ação Democrática e o Vontade Popular, o querem através de referendo, e outros, incluindo o Primeiro Justiça e o Um Novo Tempo, através de eleições antecipadas. As próximas eleições presidenciais na Venezuela estão programadas para 2018.

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