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Revendedores de gás exigem respeito da Petrobras

© Pedro Ventura/ Agência BrasíliaGás liquefeito de petróleo
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A partir desta terça-feira, 1.º de novembro, o preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), utilizado nos botijões, está mais caro para o consumidor final. O aumento acontece nas refinarias e é imediatamente repassado ao consumidor. Segundo as distribuidoras do gás de cozinha, é impossível deixar de repassar o aumento.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o empresário Alexandre Borjaili, presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP, revela que a entidade vem discutindo este assunto há tempos com a Petrobras, o Ministério das Minas e Energia e a ANP – Agência Nacional do Petróleo:

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"Nossas preocupações se acentuaram no dia 27 de outubro, quando a Petrobras anunciou a venda da Liquigás, a sua empresa distribuidora de gás. Mostramos aos funcionários do Ministério das Minas e Energia e da ANP que uma empresa pública como a Petrobras, a maior do país, não pode se desfazer do seu patrimônio sem antes consultar a sociedade. Fomos informados, então, que a empresa precisa fazer alguns ajustes em seu sistema operacional e que a Liquigás estava incluída neste programa de ajustes. A nosso ver, foi uma atitude precipitada e que não deveria ser tomada."

No caso do anúncio de que a gasolina iria ter seu preço reduzido, Alexandre Borjaili diz que também recentemente "tivemos a informação de que a Petrobras iria baixar o preço da gasolina na refinaria e, menos de uma semana depois, ao invés de baixar, a gasolina ficou mais cara para o consumidor. Diante de todos estes fatos, nós entendemos que a Petrobras precisa ter mais respeito pela sociedade brasileira."

Também nesta terça-feira, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, reuniu a imprensa para dizer que a empresa cortou subsídios dados às distribuidoras de gás e que isto implicaria em aumento dos preços do botijão. Segundo Parente, o aumento, em média, seria de 0,36% sobre os preços atuais.

No entanto, de acordo com Borjaili, o aumento dos custos das distribuidoras será de 4%, o que implica em repasse para o consumidor.

De acordo com o empresário, os preços atuais dos botijões em todo o Brasil variam entre R$ 55 e R$ 90. Este valor máximo é cobrado nos Estados da Região Norte e em Mato Grosso. Nos demais Estados, a variação oscila entre esses limites, sendo que os menores preços são cobrados nas Regiões Sul e Sudeste.

Para Alexandre Borjaili, falta transparência por parte da Petrobras:

"Transparência é um fator que não se vê nas relações da Petrobras com seus clientes e com as pessoas e empresas que se relacionam com a sua marca. É lamentável que seja assim. Coloquei isso para o Ministério das Minas e Energia e para a Agência Nacional do Petróleo. A Petrobras não pode se negar a conversar com os empresários que adquirem seus produtos. Para mim, isto é falta de responsabilidade por parte de uma empresa que é pública e é a maior do Brasil."

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