Avião civil de Bielorrússia retorna a Kiev por exigência dos militares

© Sputnik / Andrei Rudakov / Abrir o banco de imagensAvião da companhia aérea Belavia
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O incidente com um avião bielorrusso, obrigado a retornar à capital ucraniana de onde acabara de decolar, teve uma continuação inesperada: foi tornada pública a conversa entre os pilotos e o controlador aéreo ucraniano.

A conversa dos pilotos do avião ucraniano da empresa Belavia foi tornada pública nesta terça-feira (1). A Sputnik Bielorrússia apresenta o texto completo, recebido de fontes aeronáuticas.

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A conversa revela os detalhes da situação: o avião das linhas aéreas bielorrussas decolou de Kiev em 21 de outubro, tendo sido obrigado a regressar ao aeroporto de partida por ordem dos militares ucranianos, que ameaçaram enviar caças militares para obrigar o avião a cumprir a ordem.  

O controlador do aeroporto internacional de Kiev Zhuliany e a tripulação do avião, que fazia rota В-2-840, tiveram a conversa logo após a decolagem.

A conversa apresentada mostra que, um segundo após os passageiros começarem a receber as bebidas, os pilotos foram contatados pelo aeroporto Zhuliany.

O controlador informou que o avião devia retornar imediatamente, sem especificar as razões. Um pouco mais tarde, após conversa com os pilotos, que manifestaram perplexidade, o controlador aéreo de Kiev informou a tripulação que a exigência fora feita pela chefia militar.

"Belavia-840, fala o chefe de voos. A informação sobre o vosso retorno ao aeroporto de Zhuliany chegou da chefia militar. Informação mais detalhada será dada a vocês após a aterrissagem", foi a instrução recebida pelos pilotos, segundo a conversa divulgada.

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Da conversa ficou claro que os pilotos logo sugeriram que algo não não estava certo com um dos passageiros ou a bagagem — e isso veio a verificar-se ser verdade. Após a aterrissagem, um dos passageiros, o blogueiro e jornalista Armen Martirosyan, foi retirado do avião. Algum tempo depois, o passageiro regressou.

Segundo mais tarde explicou o serviço de segurança da Ucrânia (SBU na sigla em ucraniano), o avião foi obrigado a retornar para que os militares pudessem verificar que não existia ameaça à segurança nacional. A mesma fonte nega que tenha havido ameaças de envio de caças militares.

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