Ao lado das forças peshmerga e do exército iraquiano, cidadãos de Mossul combatem Daesh

© AFP 2022 / AHMAD AL-RUBAYEForças iraquianas na área de al-Shourah, a 45 quilómetros da cidade de Mossul, avançando em direção à cidade, 17 de outubro de 2016
Forças iraquianas na área de al-Shourah, a 45 quilómetros da cidade de Mossul, avançando em direção à cidade, 17 de outubro de 2016 - Sputnik Brasil
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Os cidadãos de Mossul, juntamente com o exército do governo iraquiano e os combatentes curdos peshmerga, estão participando da operação que visa libertar a cidade iraquiana do grupo terrorista Daesh.

Ferhat Ferec, combatente das Forças peshmerga de 34 anos, que atua na frente de Bashiqa, contou à Sputnik Turquia que há um ano ele conseguiu fugir de Mossul, alistando-se logo em seguida às forças peshmerga para lutar contra o Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países).

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Ferec conta que há dois anos, quando os militantes do Daesh tomaram Mossul, ele tentou fugir da cidade, mas sem sucesso. Apesar disso, continuou vivendo com esperança de abandonar a cidade, pois a vida controlada pelos jihadistas era insuportável – os militantes viviam pedindo para que ele se juntasse ao jihad.

"Sugeri a fuga para minha família, mas eles desistiram porque não queriam se arriscar. Mas eu estava decidido e depois de meio ano consegui fugir junto com um grupo de residentes locais", conta.

Segundo Ferec, antes da fuga, ele informou às forças peshmerga sobre seus os planos de abandonar Mossul.

"As forças peshmerga pediram para segurarmos uma bandeira branca, desta forma eles não atirariam em nós. Assim fizemos e conseguimos fugir", revela Ferec.

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"Felizmente, conseguimos chegar até a frente de Bashiqa, onde as forças peshmerga deram cobertura", diz.

"Mãe, pai, irmãos e irmãs ficaram em Mossul. Combatemos para libertar a nossa cidade destes assassinos. A frente, onde eu estou guerreando, fica a dez quilômetros de Mossul."

O cidadão espera que, daqui a duas semanas, as forças peshmerga consigam libertar Mossul, de qualquer forma.

Outro cidadão de Mossul, Ali Zeyd, que combate nas fileiras do exército do governo iraquiano e conseguiu fugir de Mossul há um ano, informou à Sputnik Turquia sobre sua participação na operação.

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Segundo ele, milhares de cidadãos da cidade dominada pelo grupo Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países) estão participando da operação. Esse fator, na opinião dele, trará vantagens às forças peshmerga quando elas se aproximarem mais de Mossul.

Zeyd revela que foi torturado pelos jihadistas várias vezes. Mesmo assim, ele quer dar sua contribuição em prol da liberação de Mossul das mãos dos terroristas.

Afinal, Zeyd tem esperanças de que a cidade seja libertada em alguns meses.

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