Cidadãos às escuras: Striptease e outros divertimentos dos funcionários nos EUA

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Os funcionários de agências federais nos Estados Unidos estão usando os cartões de crédito oficiais para comprar cada vez mais bens e serviços.

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Entretanto, os cidadãos e contribuintes americanos continuam sem saber quanto dinheiro, desses milhões, foi  gasto legalmente e quanto foi utilizado, digamos, para necessidades pessoais e subornos.

De acordo com o relatório que acaba de ser publicado este mês, um assessor de um alto funcionário do Pentágono viu a sua reputação ser afetada quando diversa informação sobre os seus gastos foi publicada. 

No relatório é indicado quanto dinheiro foi gasto, por exemplo, em clubes de strip no exterior. 

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Na conversa com a Sputnik Internacional, o especialista Scott Amey, consultor geral do projeto sem fins lucrativos de supervisão do governo, fez lembrar que, vários anos atrás, o governo norte-americano decidiu que seria mais eficaz emitir cartões de crédito para funcionários do país de maneira a evitar o procedimento longo, complicado e centralizado.

Agora, todos que trabalham para o governo dos EUA têm diferentes tipos de cartões — para compras de serviços, combustíveis, transporte, há também cartões “mistos”, para fins diferentes. Este sistema permite aos funcionários cobrir todos os gastos estatais, em vez de pedir para que determinado bem ou serviço seja adquirido. 

"O sistema foi introduzido para aumentar a eficácia do trabalho. Mas, ano após ano, quase mensalmente aparece um novo relatório sobre abusos por parte de funcionários na utilização dos cartões de crédito", disse. 

Enquanto isso a existência dos cartões nunca significava que um funcionário de aeroporto, por exemplo, durante seu almoço pode ir para um restaurante para comer e usar lá o seu cartão.

"Você deve ser autorizado para fazer determinadas compras ou nos casos em que viaja muito em serviço. Se falamos, por exemplo, dos agentes de segurança no transporte, este privilégio pode ser usado por oficiais responsáveis pela segurança a bordo dos aviões ou por outros funcionários que voam para diferentes cidades e países. Mas um funcionário do Instituto Smithsoniano que dirige um carro de serviço pode receber um cartão de combustível", destacou o especialista.

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Scott Amey admite também que, desde a introdução do sistema de cartões, nos EUA apareceram relatórios em que eram indicados os abusos na utilização deste sistema, mas na altura as pessoas estavam comprando TVs, aparelhos para produção de cerveja, tours em termas. Mas agora o caráter do uso indevido de cartões se tornou de fato ainda mais inapropriado: há pessoas que gastam dinheiro público dos EUA em lugares que provocam suspeitas.

"Apareceram muitas comunicações sobre o uso de cartões de crédito em casinos, em lugares de divertimento para adultos. Relatórios recentes indicam que militares usaram cartões de crédito em outros países, em lugares interditos para militares", sublinhou.

O especialista notou que a investigação oficial mostrou que os usuários de cartões gastaram mais de 1 milhão de dólares em casinos e fizeram mais de 9.000 transações, em um total de 100 milhões de dólares, em diferentes lugares de divertimento de adultos como clubes de strip.

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