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O petróleo é nosso, mas gasolina barata mesmo é no Paraguai

© Sputnik / Aleksei KudenkoPosto de gasolina russo Gazpromneft
Posto de gasolina russo Gazpromneft - Sputnik Brasil
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Apesar da redução de preços de gasolina e diesel anunciados pela Petrobras no último dia 14, a baixa passou longe dos postos de combustíveis e em várias cidades houve até aumento. A redução foi de 2,7% no diesel e de 3,2% na gasolina, modestos R$ 0,05 por litro, diferença que não chegou a ser sentida pelos consumidores.

No Sul, cresce o número de motoristas que estão cruzando a fronteira com o Paraguai para encher o tanque. Duas vantagens atraem os brasileiros. No país vizinho, o litro sai em média a R$ 1,40, contra a média nacional de R$ 3,80 e de R$ 2,40 do nosso lado da fronteira, em Ciudade del Este. O segundo atrativo é o do desempenho: a gasolina paraguaia não é misturada com etanol. Em um tanque de 41 litros, por exemplo, encher o tanque no Paraguai dá quase R$ 50 de diferença. Com um tanque por semana, no fim do mês o ganho é de R$ 250.

Também no etanol, os preços do país vizinho são mais atrativos: R$ 2,02 por litro, contra R$ 2,74 em Foz do Iguaçu. Os preços menores têm aumentado os congestionamentos, tradicionalmente famosos, na Ponte da Amizade entre os dois países, diariamente lotada com o movimento de sacoleiros brasileiros que fazem compras no Paraguai para revender no Brasil. A alegação da Petrobras para essas diferenças se deve ao impostos. De cada litro vendido no Brasil, 38% correspondem a impostos.

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