Poderão as ações do premiê israelense aumentar caos mundial?

© AFP 2022 / TIMOTHY A. CLARY / Abrir o banco de imagensO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira, 1 de outubro de 2015
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira, 1 de outubro de 2015 - Sputnik Brasil
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Em 27 de outubro, Israel suspendeu a colaboração com a UNESCO. Este passo foi a resposta à resolução da organização em que não foi mencionada a ligação do monte do Templo ao judaísmo. O documento foi apresentado à UNESCO por um grupo de países árabes, inclusive pela Palestina.

As obras debaixo da mesquita de Mesquita de Al-Aqsa, realizadas por Israel, é um ato de terrorismo, acredita o cientista político iraniano e comentador da Sputnik Persa Emad Abshenass. De acordo com ele, o problema da resolução da UNESCO deve ser resolvido de forma a satisfazer todas as partes, mas isso não pode ser resolvido assim de repente, como quer Israel.

A UNESCO declarou que a mesquita de Al-Aqsa é patrimônio cultural do islã. No entanto, o primeiro-ministro de Israel, contornando todas as regras internacionais, autorizou de fato a realização de obras de escavação que podem resultar na destruição dessa mesquita.

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Já há várias décadas que Israel realiza trabalhos de escavação em torno e sob a mesquita de Al-Aqsa. Em torno dela, surgiram novas construções religiosas, no entanto, como ninguém assumiu o compromisso de manter esta mesquita, a UNESCO, se baseando no fato de que Al-Aqsa é desde sua origem um santuário muçulmano, declarou-a como patrimônio cultural islâmico.

Aparentemente Israel não pôde aceitar esta situação e planeja continuar os trabalhos por baixo da mesquita de al-Aqsa. Isso contradiz todas as regras, normas, acordos e compromissos internacionais, porque depois de ser registrada como patrimônio cultural, quaisquer ações que possam destruí-la serão um crime contra os direitos humanos.

Parece que o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, encontrou uma maneira de contornar a decisão da UNESCO. Esse plano consiste em realizar os trabalhos de escavação sob a mesquita e, mais tarde, quando a mesquita se desmoronar, declarar que foi um acidente, mas cujas consequências serão irreversível.

Emad Abshenass destaca que, além dos extremistas do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia) e seu antecessor Al-Qaeda, ninguém na história da humanidade agiu desse jeito.

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Os muçulmanos estão discutindo o fato de que Israel mostra como representantes do islã destroem artefatos israelenses e também o fato de o islã moderno ser apresentado como as superstições religiosas de grupos como o Daesh.

Uma das razões do descontentamento palestino eram os "ataques" de Israel contra a mesquita de Al-Aqsa. Essas ações de Israel também podem causar tentativas de reação de retaliação por parte dos muçulmanos.

A coalizão de Estados árabes está atualmente dividida e países que estiveram em confronto com Israel agora, pelo contrário, tentam construir relações com ele.

Em tal situação, se os israelenses continuarem a sua política em relação aos muçulmanos e os países árabes não mudem de atitude, é evidente que o nível de atividade terrorista no mundo só vai aumentar.

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Esta situação ocorre porque, geralmente, a razão para a criação de todos os grupos terroristas islâmicos reside no fato de que os muçulmanos estão insatisfeitos com a atuação de seus líderes em relação aos EUA e Israel e decidem agir de forma independente.

A situação em torno da mesquita de Al-Aqsa não é apenas a questão da existência de parte do patrimônio cultural do islão, podemos dizer que também é a questão da possibilidade de as ações de Netanyahu poderem resultar no aumento do caos mundial.

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