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Por que Renzi se opôs a novas sanções contra Rússia depois de visitar Washington?

© AFP 2021 / YURI GRIPASPrimeira dama da Itália, Agnese Landini, primeira dama dos EUA, Michelle Obama, primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi e o presidente dos EUA, Barack Obama antes do almoço na Casa Branca, Washington, EUA, 18 de outubro de 2016
Primeira dama da Itália, Agnese Landini, primeira dama dos EUA, Michelle Obama, primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi e o presidente dos EUA, Barack Obama antes do almoço na Casa Branca, Washington, EUA, 18 de outubro de 2016 - Sputnik Brasil
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O jornalista independente Giulietto Chiesa falou à Sputnik Itália sobre as razões que fizeram com que o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi se opusesse às sanções contra a Rússia.

Primeiro-ministro italiano Matteo Renzi (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
Itália lidera oposição a novas sanções contra a Rússia
É conhecido que depois de sua viagem aos EUA, durante a qual ele recebeu apoio do presidente norte-americano Barack Obama, Renzi se dirigiu a Bruxelas com novas propostas. É pouco provável que tenha feito isso por sua iniciativa, disse o jornalista para a Sputnik Itália.

Talvez Renzi tenha recebido a missão de abrir uma frente europeia para diminuir a tensão da atmosfera. Entretanto, na opinião do jornalista, a ideia não foi dele, veio do exterior. Se se dirigir a Bruxelas e de súbito declarar que é tempo de levantar as sanções à Rússia, isso significa que alguém ou algo o incitou a isso.

A segunda razão para esta decisão de Renzi é o fato de que a elite financeira e representantes da indústria italiana estão se manifestando contra as sanções. Assim, ele decidiu que é preciso receber o apoio de pessoas influentes antes do referendo, que será realizado dentro de algumas semanas, e que decidirá se a Constituição do país será alterada. Disso depende a carreira política de Renzi, sublinhou Chiesa.

Primeiro-ministro italiano Matteo Renzi - Sputnik Brasil
Premiê italiano destruiu unidade da UE
A terceira razão é que agora se tornam visíveis as consequências do Brexit. Depois da saída do Reino Unido da EU, a França e a Alemanha se lembraram que Itália foi um dos países-fundadores da União Europeia e decidiram retornar à Europa o seu terceiro suporte – a Itália.

Na opinião de Chiesa, a Europa percebeu estar em uma situação difícil, pois seus interesses não coincidem com os dos EUA. Como mostrar ao "Grande Irmão" que ela é oposição? A melhor opção é testar isso com ajuda do "pequeno irmão" – a Itália.

Renzi jogou com sucesso três partidas – uma interna e duas externas. A França e a Alemanha cederam. A Europa fechou a questão das novas sanções contra a Rússia.

Entretanto, segundo o jornalista, isso ainda não é o fim da história. Clinton quer uma guerra. Há outros em Washington que quererão castigar uma Europa pouco obediente. O resultado de tudo isso ficará claro em alguns meses, concluiu Chiesa.

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