Trump: mídia apoia Clinton, mas quem vencerá serei eu

© Sputnik / Kevin C. Downs / Abrir o banco de imagensCandidato republicano à presidência Donald Trump
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No rescaldo de uma nova onda de denúncias realizadas pelo WikiLeaks, o presidenciável republicano Donald Trump continua criticando a democrata Hillary Clinton e sua equipe eleitoral por fraudes com sondagens e declarações duvidosas.

Neste domingo (23), o site WikiLeaks publicou a 16° porção das cartas confidenciais enviadas pelo presidente da campanha eleitoral de Clinton, John Podesta.

"O mais interessante é o fato de os democratas falsificarem as sondagens para diminuir a minha popularidade", escreveu o candidato republicano no seu Twitter.

​A correspondência de Podesta mostrou também que em 2008 a equipe de Clinton se tinha dirigido à consultoria Atlas Project pedindo para fazer mais uma seleção de entrevistados. Segundo diz o anexo, a equipe de Clinton recebeu os resultados desejados: o documento de 37 páginas descreve a metodologia usada no Estado de Arizona, que consistia em incluir mais hispânicos e índios na lista.   

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Segundo a maioria das pesquisas, Clinton tem cerca de 5% de vantagem sobre Trump.

Além disso, o candidato republicano critica sua rival por esta estar disposta a acolher “o máximo possível de sírios".

"Há pouco tempo, foi divulgada uma mensagem secreta dizendo que a astuta Hillary tem intenção de acolher no nosso pais tantos sírios quantos for possível. Não podemos deixar isto acontecer – é o Estado Islâmico [também conhecido como Daesh, organização proibida na Rússia]", disse o candidato republicano à presidência.

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​Clinton, por sua vez, nunca desistiu da ideia de continuar a política da atual administração e de acolher os refugiados do Oriente Médio, inclusive da Síria, país que já há muito está mergulhado em uma guerra civil. Trump se manifesta a favor de cessar o fluxo migratório destes países, alegando o perigo de terroristas penetrarem nos EUA disfarçados de refugiados.

O parceiro eleitoral de Clinton e candidato à vice-presidência Tim Kaine, que se considera católico, também foi atacado por Trump. 

"Porque é que ninguém perguntou a Kaine sobre suas opiniões horríveis quanto aos católicos que foram divulgadas pelo WikiLeaks? A mídia está aquecendo a opinião pública em volta de Clinton, mas é Trump quem vai vencer", diz o tweet do bilionário.

​Desta maneira, o republicano faz alusão às declarações de Kaine que, segundo o WikiLeaks, chamou os católicos de atrasados no que se trata das relações de gênero, já que eles se manifestam contra casamentos homossexuais e abortos. Acima de tudo, o republicano aponta que a maior parte da mídia norte-americana apoia Clinton e por isso evita divulgar informações comprometedoras.

As eleições presidenciais norte-americanas serão realizadas em 8 de novembro.

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