Foreign Policy: Congresso dos EUA levanta questão sobre assassinato de Assad

© AFP 2022 / NATALIA KOLESNIKOVA Demonstrante russo está empunhando o cartaz com a imagem do presidente sírio Bashar Assad durante uma ação de apoio proximo à embaixada síria em Moscou, 1 de fevereiro de 2012
Demonstrante russo está empunhando o cartaz com a imagem do presidente sírio Bashar Assad durante uma ação de apoio proximo à embaixada síria em Moscou, 1 de fevereiro de 2012 - Sputnik Brasil
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Participante de briefing a portas fechadas no Congresso norte-americano, que foi organizado pelo Conselho das relações internacionais, sugeriu o assassinato do presidente sírio Bashar Assad para regularizar a crise no país, informou a revista Foreign Policy, citando fontes que participaram da reunião.

"E se assassinar Assad?", esta foi a sugestão de um dos participantes da reunião, segundo a revista. Tal questão foi endereçada a Philip Gordon, ex-coordenador da Casa Branca pelos assuntos do Oriente Médio.

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A revista Foreign Policy destacou que esta iniciativa provocou perplexidade entre os participantes do evento. Segundo Gordon, além de ilegal, a sugestão é ineficiente.

"Não é legal e, além disso, nada mudaria, pois a Rússia continuaria interessada na Síria e o Irã manteria seus interesses na Síria", respondeu Gordon.

De acordo com a Foreign Policy, nenhum dos funcionários do governo norte-americano pode participar da prática de assassinato político, tampouco de seu planejamento, segundo o decreto de 1976.

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"Mesmo que Assad venha a morrer por alguma razão ou que seja assassinado, o conflito tem como base o apoio da Rússia no regime contra a oposição e isso não mudará", disse uma fonte da Câmara dos Representantes dos EUA.

É pouco provável que o próximo presidente dos EUA seja a favor do assassinato de Assad. Mesmo assim, Washington mostra-se cada vez mais agressiva na busca de resoluções para regular a crise de quase seis anos, concluiu o autor da matéria.

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