Kremlin responde ao apelo de organizar protesto perante embaixada russa

© REUTERS / Andrew Matthews/PoolMinistro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Boris Johnson
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Na terça-feira (11), o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, declarou que a Rússia deve parar de apoiar o presidente sírio Bashar Assad e assegurar uma "trégua" real na Síria.

"Se a Rússia continuar a seguir o mesmo caminho que segue agora se tornará em um estado malfeitor", acrescentou Johnson.

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O ministro disse estar surpreendido pelo fato de as ações de Moscou não atraírem bastante atenção dos grupos pacifistas.

"Parece-me que, da parte dos grupos antiguerra não há um medo proporcional. Gostaria de ver protestos perante a embaixada da Rússia. Onde está a coalizão Stop the War (Parem a guerra)? Onde estão eles?", disse Johnson.

Johnson já acusara a Rússia de violência e morte de civis na Síria. Segundo ele, "a arma mais potente" que o Ocidente pode usar contra a Rússia é a "vergonha".

Em entrevista à agência russa RIA Novosti, a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou:

"Pelos vistos, Boris Johnson passou das palavras às ações e usou a arma com a qual ameaçou a Rússia – a vergonha. Realmente temos vergonha dele".

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Por seu turno, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse aos jornalistas na quarta-feira (12) que Zakharova já disse tudo o que era necessário em resposta ao apelo do chanceler britânico.

"<…> queria acrescentar que o ministro britânico deve conhecer bem a Convenção de Viena e as responsabilidades do Reino Unido de responder pela segurança das missões diplomáticas russas no seu território", disse Peskov.

A organização não-governamental britânica Stop the War, que Johnson exortou a manifestar-se perante a embaixada russa, recusou-se de organizar protestos dizendo que isso contribuirá para mais "histeria e chauvinismo" contra a Rússia.

O vice-presidente da organização, Chris Nineham, sublinhou que "políticos e a mídia organizaram uma histeria contra a Rússia destinada a apresentar este país como o único problema da Síria".

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