Embaixador russo na China: disputas territoriais devem ser resolvidas sem terceiras partes

© AP Photo / XinhuaUma das ilhas pequenas no mar da China Oriental conhecido como Senkaku no Japão e Diaoyu na China (foto de arquivo)
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Questões relativas ao mar do Sul da China devem ser resolvidas através de diálogo, declarou o embaixador russo na China Andrei Denisov.

Segundo ele comunicou à mídia russa, as disputas territoriais só devem ser resolvidas através de diálogo político e diplomático e não se deve deixar influencia-las por partes que nelas não estão envolvidas.

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A China e uma série de outros países da região (Rússia, Vietnã e Filipinas) têm disputas territoriais relativamente a fronteiras marítimas e zonas de responsabilidade nos mares do Sul da China e da China Oriental. A China tem opinião que Filipinas e Vietnã aproveitam conscientemente o apoio dos Estados Unidos para a escalação de tensões na região.

Ao mesmo tempo, o embaixador russo notou que a posição da Rússia nessa questão é simples e consequente.

"A nossa posição é bastante simples e é boa por ser simples, clara e consequente. Nós não temos necessidade de mudá-la de qualquer forma, reconsiderar ou esclarecer", disse.

O diplomata destacou também que as disputas em relação ao mar do Sul da China devem ser resolvidas sem participação de países que não estejam envolvidos diretamente.

"Os problemas devem ser discutidos e resolvidos por aqueles países que têm diretamente a ver com eles, porque a interferência de terceiras partes, de diferentes conselheiros ou, digamos, dos que gostam de dar cotoveladas a um lado ou outro a partir do exterior, como regra geral tem acontecido quase todo este tempo, é pouco construtivo", sublinhou Denisov. 

Em 12 de julho, o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia concluiu que não há base legal para que a China reivindique seus direitos históricos na zona econômica exclusiva na área das ilhas Nansha (Spratly).

Segundo o tribunal, as exigências da China contradizem a Convenção das Nações Unidas de 1982 sobre o Direito do Mar.

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O tribunal, composto por cinco juízes, também acusou a China de violar a soberania das Filipinas e de "causar graves danos aos recifes de coral" com a construção de ilhas artificiais.

Pequim afirma que alguns dos países em disputa territorial, tais como as Filipinas e o Vietnã, aproveitam o apoio de Washington para escalar a tensão na região. Tanto os EUA quanto a China realizam regularmente exercícios militares na área e se acusam mutuamente de militarizá-la. Os Estados Unidos não têm nenhuma reivindicação territorial na região.

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