O que aconteceria se EUA tivessem utilizado armas nucleares em mais uma guerra?

© AFP 2022 / STR Foto de arquivo: soldado americano passeia pelas ruínas na cidade norte-coreana de Hamhung
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Pesquisador militar do jornal National Interest, Robert Farley, respondeu tal pergunta: que rumo tomaria a história atual caso EUA utilizassem armas nucleares, como na Segunda Guerra Mundial, na Guerra da Coreia?

No seu artigo, o autor nota que de fato os americanos chegaram a cogitar a utilização de armas nucleares.

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Em 1950, quando as tropas norte-americanas foram obrigadas a se retirar da região do rio Yalu, sob pressão de tropas chinesas, o general Douglas MacArthur pediu ao então presidente Truman a permissão para realizar ataques aéreos contra posições terrestres na China.

Muitos chegaram a acreditar que tais ataques poderiam envolver a utilização de bombas nucleares – vantagem militar assimétrica dos Estados Unidos na época. 

Segundo destaca Farley, o poderio militar norte-americano não estava centrado somente no domínio de armas de destruição em massa, mas também no transporte para levá-los ao lugar necessário; ou seja, a frota de bombardeios estratégicos.

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Naquela época, quando comparadas as capacidades militares dos EUA e da União Soviética, os norte-americanos demonstravam vantagem, mesmo a União Soviética já tendo iniciado – com sucesso – o desenvolvimento de tecnologia análoga. 

Washington não acatou o pedido do general MacArthur. Mesmo assim, o analítico considera que se o ataque contra China tivesse realizado, os EUA seriam obrigados a atacar a União Soviética.

De acordo com o especialista, a proposta de ataque foi dada quando voluntários chineses começaram a participar do conflito. Levando em consideração que a China já possuía um número significativo de habitantes e os alvos dos ataques estarem longe uns dos outros, EUA deveriam usar grande número de bombas. 

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Os EUA consideravam a China uma aliada da União Soviética, sendo assim, o possível bombardeio não somente abriria todas as táticas de ataque norte-americanas, mas também permitiria que a pátria soviética influísse no conflito.

Farley sublinhou também que o se armas nucleares forem utilizadas novamente, há uma possibilidade de sua utilização ser permitida, ou seja, liberada durante conflitos. 

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