Campanha aérea russa propiciou ações antiterroristas dos EUA na Síria e Iraque

© Sputnik / Maksim BlinovMilitares russos na base aérea Hmeymim na Síria
Militares russos na base aérea Hmeymim na Síria - Sputnik Brasil
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O parlamentar sírio, Samir Aita, disse que mesmo não havendo uma forte cooperação russo-americana, a operação aérea que a Rússia realizou, propiciou o real esforço internacional para pôr fim à expansão do grupo terrorista Daesh.

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A operação aérea russa, realizada na Síria, impulsionou a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos em acelerar os seus esforços contra o terrorismo no Oriente Médio e deu início a uma campanha realmente internacional contra o grupo Daesh (proibido na Rússia).

Samir Aita, membro do partido da oposição Fórum Democrático da Síria, compartilhou com a Sputnik Internacional:

"A intervenção direta russa impulsionou em massa a aceleração do apoio americano às forças que combatem o Daesh: o exército iraquiano, as Forças de Peshmerga curdo-iraquianas e a PYD [Partido da União Democrática Curda] síria. Então, mesmo não havendo uma cooperação oficial intensa entre a Rússia e os EUA, a intervenção russa marcou o início do real esforço internacional para deter a expansão do Daesh."

Durante a realização da operação, nasceram as chances de pôr fim ao domínio do Daesh nos territórios do Iraque e de enfraquecer as posições de jihadistas na Síria, sublinhou Aita.

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Segundo ele, atualmente, a Síria é vítima de outros conflitos: da guerra entre as forças locais que traz grandes consequências à população; e da luta entre a oposição, os terroristas do Daesh e da Frente al-Nusra (ambos proibidos na Rússia) e as forças governamentais sírias.

A coalizão liderada pelos EUA é composta por mais de 60 nações e vem realizando ataques aéreos na Síria e no Iraque desde 2014. Os bombardeios na Síria, realizados pela coalizão, não são autorizados pelo governo legítimo do presidente Bashar Assad e tampouco pelo Conselho de Segurança da ONU.

A Força Aeroespacial da Rússia, por pedido oficial de Bashar Assad, vinha realizando a operação aérea na Síria desde 30 de setembro do ano passado.

Em março, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o início de retirada dos militares russos da Síria, argumentando que, de maneira geral, os objetivos definidos tinham sido cumpridos.

Além disso, Putin solicitou que os esforços diplomáticos fortaleçam para que o acordo de paz no país árabe seja alcançado.

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