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Brasil se prepara para segunda fase de enriquecimento de urânio

© Guillaume Souvent/AFPUranio
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As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) estão se preparando para entrar na segunda fase do enriquecimento isotópico de urânio. Atualmente, a usina de enriquecimento da INB, localizada em Resende (RJ), possui seis cascatas de ultracentrífugas em operação, atendendo cerca de 40% das necessidades de Angra 1.

Após concluída a fase atual de implantação da Usina, com a construção e entrada em operação de mais três cascatas, serão atendidas 100% das necessidades de urânio enriquecido da usina de Angra 1 e 20% de Angra 2.

Recentemente, a INB anunciou a exportação, pela primeira vez, de urânio enriquecido para a Argentina. O contrato, assinado com a empresa estatal argentina Combustibles Nucleares Argentinos S.A. (Conuar), prevê a exportação de quatro toneladas de pó de dióxido de urânio (UO2) para serem utilizadas na carga inicial de combustíveis do reator modular argentino Carem.

Além do Brasil, apenas outros 11 países dominam o ciclo de enriquecimento do urânio.  A tecnologia utilizada na unidade da INB em Resende é a de ultracentrifugação para enriquecimento isotópico do urânio, que foi desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN). 

Segundo João Carlos Derzi Tupinambá, esse primeiro fornecimento ao país vizinho, "além de ser um marco nas relações Brasil-Argentina, consolida a presença da INB, e portanto do Brasil, no cenário internacional do enriquecimento de urânio para fins pacíficos".

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