EUA aumentam pressão sobre China com pretexto de problema norte-coreano

© AFP 2022 / Greg BAKERPresidente dos EUA Barack Obama com o presidente chinês Xi Jinping
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Agora entre a China e os EUA surgiu um novo foco de tensão. Washington não exclui a introdução de novas sanções contra empresas chinesas devido a sua cooperação com a Coreia do Norte.

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Tal declaração foi feita nas audições no Congresso em 28 de setembro pelo coordenador do Departamento de Estado para política de sanções, Daniel Fried. Esta é uma nova tentativa dos EUA para jogarem a cartada da Coreia e pressionar a China, usando a Coreia do Norte como pretexto e não como a verdadeira razão, pensa o especialista do Instituto do Extremo Oriente, Konstantin Asmolov.

O diplomata norte-americano não esclareceu nem os nomes, nem o número de empresas chinesas que, segundo as informações de Washington, estão cooperando com a Coreia do Norte ignorando as sanções do Conselho de Segurança da ONU, ou as sanções unilaterais dos EUA, em relação a Pyongyang. Entretanto, Fried ameaçou que todos devem ser punidos.

Em 26 de setembro, os EUA introduziram sanções contra a empresa chinesa Dandong Hongxiang Industrial Development Co e quatro dos seus funcionários afirmando que ela vendia óxido de alumínio à Coreia do Norte. Ontem (28), Fried lembrou isso aos membros do Congresso dizendo que deve ser um aviso para a China.

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Em setembro de 2015, Washington já tentou falar com a China a linguagem das sanções. Ele ameaçou introduzi-las por causa de ciberataques chineses contra entidades estatais e comerciais dos EUA. Naquele momento, o escândalo surgiu às vésperas da visita do presidente chinês Xi Jinping aos EUA. As fontes chinesas não excluíram que a visita pudesse ser cancelada, bem como a perspectiva para intensificar o comércio bilateral. Em resultado, os norte-americanos desistiram das suas ameaças.

Em janeiro de 2016, a mídia ocidental declarou que a principal arma geopolítica dos EUA pode ser virada contra eles pela China. Pequim prometeu introduzir sanções contra gigantes norte-americanos como a Apple, Starbucks e MasterCard.

"Não se trata somente do comércio da empresa chinesa com a Coreia do Norte, como também da tentativa de pressionar a China usando a Coreia do Norte, não como a razão, mas como um pretexto. Como é que a informação de que esta empresa chinesa em concreto envia algo para a Coreia do Norte chega ao Congresso norte-americano, <…> tendo em conta que não há inteligência norte-americana na Coreia do Norte? Essa é a intriga principal de todo este escândalo", disse Asmolov à Sputnik China.

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A ideia das sanções contra a China surgiu quando se tornou claro que a política de sanções não pode resolver o problema nuclear da península coreana. Na opinião do analista, a nova tensão sino-americana agravou ainda mais o problema.

O especialista chinês Wang Zhinming disse à Sputnik China que as empresas chinesas continuam a cooperação para lucrar mais.

"A China, bem como outros países membros da ONU, apoia as sanções contra a Coreia do Norte, mas é necessário esclarecer uma coisa – o objetivo das sanções da ONU é estimular a Coreia do Norte a cancelar os testes nucleares e não criar um bloqueio para os residentes do país", afirmou.

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Na opinião do analista, os EUA introduzem sanções tendo em conta a sua legislação, mas as sanções devem ter um caráter internacional.

O problema norte-coreano não foi provocado pelas ações chinesas e a China não possui a chave para sua resolução, disse o representante chinês Geng Shuang. O problema é a divergência de posições da Coreia do Norte e dos EUA. Quanto ao comércio entre a China e a Coreia do Norte, ele corresponde às resoluções e legislação chinesas.

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