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'Agenda de jihadismo islâmico beneficia EUA'

© AFP 2021 / RAMI AL-SAYEDJihadistas de Frente al-Nusra afiliada a Al-Qaeda's no destruido campo de refugiados palestino Yarmuk ao sul de Damasco, setembro 2014
Jihadistas de Frente al-Nusra afiliada a Al-Qaeda's no destruido campo de refugiados palestino Yarmuk  ao sul de Damasco, setembro 2014 - Sputnik Brasil
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O professor da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), Alfredo Jalife-Rahme, expôs à agência Sputnik Mundo sua visão a respeito da situação política e financeira global, abordando também perspectivas da comunidade internacional depois da recente 71ª Assembleia Geral da ONU.

Segundo ele, "o discurso de despedida do presidente norte-americano, Barack Obama, na Assembleia Geral da ONU não foi bem recebido, porque ele se dedicou a ridicularizar a Rússia na ordem unilateral, enquanto na realidade os fatos não correspondem aos eventos".

Na opinião do especialista, os EUA foram responsáveis pela mudança do regime na Ucrânia e derrubada do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich.

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"A Ucrânia não é um país qualquer, ela pertence à mãe Rússia", destacou Jalife-Rahme.

Segundo ele, "a grande parte dos habitantes da Ucrânia, principalmente na região leste, são russófilos e russófonos" que já vinham demonstrando interesse de se aproximar do seu grande vizinho do Oriente.

O especialista revelou que o recente vazamento de dados indica que o especulador financeiro dos EUA, George Soros, é responsável por ter financiado o conflito na Ucrânia.

Jalife-Rahme destaca que a Crimeia é uma "questão essencial para Rússia" por ter saída para os mares Negro e Mediterrâneo.

Todos os acontecimentos passados demonstram que a Rússia não quer permitir a repetição do cenário de 2008 na Geórgia.

"Não estão entendendo que a Rússia não aceitará humilhações que a União Soviética sofreu na época de Gorbachev e Yeltsin", disse.

Além disso, durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Obama apresentou uma versão da situação na Síria e no Iraque que "não corresponde à realidade".

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O especialista explica que os EUA, não a Rússia, invadiram o Iraque contribuindo para criação do jihadismo islâmico.

Segundo ele, os países RIC (Rússia, Índia e China) são os principais alvos dos jihadistas porque a população muçulmana nestes países é significativa. Por exemplo, na Rússia 20% dos residentes são muçulmanos.

"Em termos geográficos, a população russa não apresenta mudanças quanto à taxa de natalidade, enquanto a natalidade islâmica está crescendo", salienta.

De acordo com ele, "todas estas situações que levaram à criação do grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países), contribuíram ao que está acontecendo agora na Síria, onde se juntam vários fatores", como por exemplo, as guerras de oleodutos providos do Iraque, Irã, Qatar e Arábia Saudita e cujo objetivo é a saída para o mar Mediterrâneo através da costa leste da Síria.

"A Rússia precisa se defender nesses territórios, pois o jihadismo ameaça desestabilizar os países RIC", conclui.

Ao mesmo tempo, segundo Jalife-Rahme, o discurso de Obama na Assembleia Geral da ONU foi "falso e muito hipócrita".

"Os EUA deixam o caos por onde passam de propósito, pois eles controlam esse caos da Wall Street e de Washington", diz o especialista.

Ele acredita que "os EUA devem discutir a nova ordem mundial com a Rússia, que possui número até maior de ogivas nucleares, e com a China que se transformou em uma superpotência econômica".

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No que diz respeito à situação financeira internacional e desafios na área da economia, Jalife-Rahme destacou que o mundo está vivendo uma guerra geo-financeira, onde se aplica "modelo dos anos 80 do século 20, anteriores ao colapso da URSS".

Ele frisa que "aquele período os EUA fizeram cair os preços de petróleo, afetando a situação financeira da URSS". De acordo com o especialista, o mesmo aconteceu em 2014 e 2015 quando o rublo foi golpeado e preços do petróleo sofreram uma queda.

Por sua parte, ressalta Jalife-Rahme, em 2015 a China teve que gastar um bilhão de dólares das suas reservas para parar a "guerra especulativa" chefiada pelo economista George Soros, responsável pelo abalo político e econômico dos últimos anos.

Segundo o especialista, o objetivo final dos EUA foi obter "mão-de-obra muito barata" para tirar proveito das dificuldades econômicas enfrentadas por vários países, entre eles, países da América Latina.

"Estamos vivendo uma guerra financeira terrível", conclui Jalife-Rahme.

A entrevista completa de Alfredo Jalife-Rahme ao programa GPS Internacional da Rádio Sputnik está disponível na página da publicação "Alfredo Jalife-Rahme: jihadismo está destinado a desestabilizar a Rússia, Índia e China".

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