Presidente sírio: digam os EUA o que disserem sobre situação na Síria, é tudo mentira

© AFP 2022 / HO/SANAPresidente da Síria, Bashar al-Assad
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O presidente sírio, Bashar Assad, declarou em uma entrevista à agência Associated Press que os ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos EUA foram intencionais.

De acordo com ele, os ataques duraram quase uma hora.

"Não foi um incidente ocasional com um avião. Foram quatro os aviões que continuaram atacando as posições das tropas sírias durante quase uma hora ou mesmo mais. Não se pode cometer um erro ao longo de mais de uma hora", destacou Assad em uma entrevista à AP.

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O presidente sírio também negou as acusações dos EUA de que aviões sírios e russos atacaram um comboio com ajuda humanitária na noite da terça-feira. Ele sublinhou que o comboio se encontrava em um bairro controlado pelos rebeldes e eram eles que deviam garantir sua segurança.

"Até a ONU disse que não foram registrados ataques contra o comboio. Nesse momento os terroristas bombardeavam os militares sírios com foguetes", frisou Assad.

Não é possível acreditar nas palavras dos EUA, considera o presidente sírio.

"Digam os EUA o que disserem, e quando quer que o tenham dito, sobre os conflitos na Síria, isso em geral não é credível, o que quer que eles digam, é simplesmente mentira", declarou Assad.

Ele também expressou a opinião que EUA não podem combater em conjunto com a Rússia. Respondendo à questão sobre a possibilidade de uma cooperação russo-americana na luta contra os extremistas, o líder sírio disse:

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"Do ponto de vista prático isso é possível, mas na realidade não é. Os EUA não têm intenção combater a Frente al-Nusra e mesmo o Daesh (organizações terroristas, ambas proibidas na Rússia)."

Na sequência do ataque aéreo perto de Deir ez-Zor foram mortos 62 militares sírios, 100 ficaram feridos e 20 unidades de equipamento militar foram danificadas.

Anteriormente, o chefe do Centro Russo de Reconciliação na Síria,Vladimir Savchenko, informou que, às 17h00 (11h00 na hora de Brasília) dois aviões F-16, dois aviões A-10 e de um veículo aéreo não tripulado da Força Aérea dos EUA realizaram ataques contra alvos-chave da defesa do exército sírio perto de Deir ez-Zor. Os ataques pararam às 17.50 (11h50).

Os Estados Unidos reconheceram que a coalizão realizou ataques aéreos contra o exército sírio perto de Deir ez-Zor, afirmando que tinham informado a Rússia sobre o fato com antecedência e que pararam de atacar após saberem que lá poderiam se encontrar militares sírios. A chancelaria russa desmentiu esta afirmação dos militares norte-americanos.

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