Mundo poderá se tornar tripolar nas próximas décadas?

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Nos próximos 20 anos, o mundo será tripolar com os blocos transatlântico, eurasiático e do Oriente Médio, sendo estes, os principais centros de poder, opina o politólogo alemão, Alexander Rar.

Numa conferência de imprensa na agência MIA Rossiya Segodnya, ele apresentou seu livro chamado "Rússia-Ocidente: quem ganha?".

Segundo ele, "no período atual, serão criados três centros de poder, três blocos".

"No norte da África o arco de instabilidade e extremismo islâmico vai se reforçar a partir da Argélia e Marrocos até o Afeganistão, pois nessa região atuam forças muito bem organizadas, enquanto os países nesses territórios estão fracos, primeiramente em termos econômicos, e existe fator de influência de países estrangeiros", revela o politólogo.

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De acordo com Rar, "o bloco transatlântico vai se fortalecer em algumas regiões, enquanto outras continuarão inconsistentes. Embora nem todos os países europeus consigam se integrar ao bloco, o transatlântico continuará existindo com base nos valores, ideias e estratégias comuns".

Ao mesmo tempo, segundo ele, "um arco de tensão vai passar através da África e uma parte da Ásia, onde surgirá uma nova ideologia que vai nos ameaçar".

Além disso, "no espaço euroasiático será criada uma aliança entre países que deverão se unir para desempenhar papel crucial neste mundo", acrescenta.

Segundo ele, "a última aliança será criada em torno dos BRICS ou da Organização para Cooperação de Xangai (SCO, sigla em inglês)".

Rar frisa que "nesta aliança poderá existir união geopolítica, geoestratégica entre a Rússia, China, Irã, e possivelmente Índia e Turquia".

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Ao mesmo tempo, o politólogo alemão sublinha que no seu livro não há resposta à pergunta sobre quem ganharia – Rússia ou Ocidente, pois esse não é o objetivo da edição.

Segundo ele, a interação da Rússia com os parceiros internacionais será realizada, com maior grau de probabilidade, através do G20. A Rússia não vai querer retornar ao G7, acrescenta.

"Há grande possibilidade de a Rússia ser chamada para o G7, mas a questão é se o país vai realmente querer participar", indica.

"O G7 não é governo mundial, o governo mundial é o G20", conclui Alexander Rar.

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