'Oposição moderada' recebe armas e dinheiro dos EUA mas 'odeia' os americanos

© AFP 2022 / BARAA AL-HALABI Rebeldes do "Primeiro Batalhão" sob o grupo de oposição Exército Livre da Síria
Rebeldes do Primeiro Batalhão sob o grupo de oposição Exército Livre da Síria - Sputnik Brasil
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Rebeldes do Exército Livre da Síria, apoiado pelos EUA, obrigaram forças especiais norte-americanas a deixar uma cidade próxima da fronteira turco-síria, chamando estes americanos de "infiéis" e "cruzados".

Este incidente, dizem os especialistas, mostra que os grupos que Washington chama de "moderados" são, na verdade, "mercenários" e "fanáticos".

"O grupo que [expulsou os americanos] supostamente foi o Ahrar al-Sham, que é uma unidade muito desagradável. É wahhabista, radical e violento mesmo [como Frente al-Nusra ou Daesh]", disse à RT o ex-diplomata norte-americano Jim Jatras.

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Lembramos que Washington bloqueou a iniciativa de Moscou de adicionar o Ahrar al-Sham, que muitas vezes realizou operações conjuntas com a Frente Al-Nusra, à lista de grupos terroristas do Conselho de Segurança da ONU. Os EUA afirmam que eles são de fato rebeldes moderados e devem ser tratados como oposição legítima ao governo em Damasco.

"Eu não vejo nenhuma evidência de haver alguns [grupos moderados na Síria]", disse Jatras. "O que temos é uma variedade de grupos terroristas wahhabistas, alguns dos quais são talvez um pouco menos terroristas do que outros, mas eu não sei como é possível demarcá-los exatamente. Quem são os moderados? Onde estão os moderados?"

​O vídeo mostra um grupo de operações especiais Estados Unidos deixando abruptamente a cidade síria de al-Rai na sexta-feira. Os soldados dos EUA foram enviados para a região em conformidade com um pedido do governo da Turquia para acompanhar os militares turcos e os aliados, que o Pentágono descreveu como "forças moderadas da oposição síria", em sua operação destinada a libertar a área do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia).

Os soldados americanos, aparentemente, tiveram uma recepção fria por parte dos rebeldes.

"<…> Em outros países também apoiamos grupos jihadistas e, depois, ficamos chocados ao descobrir que eles têm uma ideologia realmente hostil e violenta", acrescentou ex-diplomata.

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Sara Flounders, chefe do International Action Center, recordou o ataque em 2012, quando islamitas mataram o embaixador dos EUA J. Christopher Stevens e outros três americanos no complexo diplomático americano em Benghazi, Líbia.

"Assistindo este vídeo recordo o que aconteceu com o embaixador norte-americano Christopher Stevens e toda a sua unidade na Líbia em 2012, quando eles foram executados pelas forças fanáticas que os EUA ajudaram a criar a fim de derrubar o governo da Líbia", disse ela à RT.

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Flounders caracterizou os grupos que os EUA "ajudaram a criar, apoiaram, recrutaram e treinaram com a ajuda da Arábia Saudita, Israel, Kuwait e Turquia" como "forças mercenárias e fanáticas que odeiam os EUA, mesmo que eles recebam armas e o dinheiro dos EUA". Eles são "fanáticos que não têm programa para a Síria e, ao mesmo tempo, odeiam completamente os EUA".

O ativista também disse que não há rebeldes apoiados pelos EUA na Síria que sejam realmente moderados.

"Nenhuma das forças que os EUA armam pode ser chamada de 'força moderada'. Eles estão combatendo e estão envolvidos em saques na Síria, não têm nenhum programa para o povo da Síria", disse ela.

Flounders também criticou a política externa dos EUA no Oriente Médio, dizendo que Washington "está realmente tentando espalhar divisões sectárias e o caos completo na região".

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