Invenção russo-americana aumenta memória dos equipamentos espaciais

© AFP 2022 / KIM JAE-HWANUma empregada da Samsung Electrinics mostra o primeiro dispositivo de memória de 30 nanômetros e capacidade para 64 gigabits em um evento em Seul em 23 de outubro de 2007
Uma empregada da Samsung Electrinics mostra o primeiro dispositivo de memória de 30 nanômetros e capacidade para 64 gigabits em um evento em Seul em 23 de outubro de 2007 - Sputnik Brasil
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Uma descoberta internacional pode pernmitir mais um passo para o espaço.

Mina - Sputnik Brasil
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Um grupo de cientistas da Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear (MEPhI, Rússia) e da Universidade de Geórgia (EUA) criaram em conjunto uma nova tecnologia de produção de elementos magnéticos de memória, de dimensões nanométricas, que poderão ser usados na área espacial. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Journal of Applied Physics, uma referencia mundial, informa a assessoria de imprensa da MEPhI.

Os novos elementos magnéticos têm a forma de triângulos com 100-500 nm de lado, feitos a partir da fusão de ferro e níquel. Uma das particularidades principais dos novos elementos é a possibilidade de modificarem as suas propriedades magnéticas alterando a forma da nanoestrutura  triangular – a concavidade dos lados e a elongação dos vértices. Semelhante nanoestrutura magnética pode funcionar como uma célula lógica, sendo o estado de magnetização em um dos vértices condicionado pela magnetização dos outros dois.

A fusão de estruturas nanomagnéticas dentro de um sistema (cadeias bidimensionais) permite criar um dispositivo de lógica e memória majoritária em que a obtenção de informação se torna possível graças aos chamados contatos de túnel magnéticos nos ângulos da nanoestrutura.

Entre as vantagens deste novo elemento de lógica e memória baseado em infraestruturas magnéticas destacam-se a resistência à radioatividade, o alto nível de estabilidade de conservação da informação e a eficiência energética. A sua capacidade de interrupção pode teoricamente chegar a 0,1 microwatt, menor que a de uma célula de lógica baseada em transístores CMOS.

© AP Photo / PAUL SAKUMAUm cristal de germânio mostrado com precisão nanométrica por um equipamento da Hewlett-Packard em 23 de janeiro de 2002
Um cristal de germânio mostrado com precisão nanométrica por um equipamento da Hewlett-Packard em 23 de janeiro de 2002 - Sputnik Brasil
Um cristal de germânio mostrado com precisão nanométrica por um equipamento da Hewlett-Packard em 23 de janeiro de 2002

De acordo com Olga Kolentsova, que faz parte da equipe autora da invenção, engenheira do Laboratório de Pesquisa de Epitaxia Molecular e Radial e de Nanolitografia do Instituto de Eletrônica Funcional Nuclear da MEPhI, “uma célula de lógica/memória baseada em infraestrutura nanomagnética pode ser usada com êxito nas áreas espacial e militar, pois não só é resistente à radiação, mas também pode calcular simultaneamente funções com vários argumentos. O uso eletrônico de tais elementos é também possível na área civil (em dispositivos móveis, computadores), permitindo reduzir o consumo de energia.

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