Exército sírio retira armas pesadas, criando zona desmilitarizada

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensEdifícios de argila na cidade de Aleppo, Síria (foto de arquivo)
Edifícios de argila na cidade de Aleppo, Síria (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O Exército Sírio começou a retirada das armas pesadas, criando uma zona desmilitarizada, afirmou o Estado-Maior russo na quinta-feira (15).

"As tropas governamentais sírias cessaram fogo e começaram a retirar seus tanques, veículos blindados de infantaria e artilharia para uma distância definida, criando uma zona desmilitarizada. A Força Aeroespacial russa e a Força Aérea síria pararam os ataques aéreos em áreas onde podem estar localizadas unidades da oposição", divulgou à mídia o tenente-general Viktor Poznikhir, primeiro vice-chefe do Departamento Operacional do Estado-Maior General russo.

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"A parte russa está cumprindo totalmente as suas obrigações no âmbito do acordo de cessar-fogo. O posto de controle criado na estrada de Castello foi entregue à Sociedade do Crescente Vermelho. As unidades de autodefesa popular Bustan e Shield estão defendendo este posto", relatou Poznikhir.

Ele acrescentou que o Ministério da Defesa russo "não tem nenhuma informação relacionada com ações semelhantes por parte dos grupos de oposição controlados pelos EUA".

No entanto, a retirada da estrada de Castello pode ser adiada se os militantes não conseguirem fazê-lo simultaneamente com o exército sírio.

Em 9 de setembro, o chanceler russo Sergey Lavrov e seu homólogo dos EUA John Kerry anunciaram um novo plano da paz para resolver o conflito na Síria, que exige um cessar-fogo entrando em vigor na segunda-feira.

De acordo com Poznikhir, o novo cessar-fogo na Síria introduzido em 12 de setembro foi violado 23 vezes no primeiro dia, 37 vezes no segundo dia e 45 vezes no terceiro dia.

"Estamos preocupados com o aumento contínuo das violações do cessar-fogo por grupos armados de oposição", declarou o tenente-general Viktor Poznikhir.

O general ligou o aumento das violações ao fracasso dos EUA para separar a "oposição moderada" apoiada pelos EUA dos grupos terroristas, que estão localizados nas mesmas regiões.

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