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'Síria pode ter o mesmo destino que a Líbia'

© AFP 2021 / MAHMUD TURKIACaça MiG-23 da Força Aérea líbia, Líbia, 4 de setembro de 2016
Caça MiG-23 da Força Aérea líbia, Líbia, 4 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil
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O relatório do Parlamento britânico acusou o ex-premiê do Reino Unido David Cameron e o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy de invadir a Líbia, ação que levou à derrubada do líder líbio Muammar Kadhafi e fortaleceu as forças terroristas na região.

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Nicolas Dhuicq, deputado do Partido dos Republicanos na Assembleia Nacional, eleito pelo departamento de Aube, disse em entrevista à Sputnik França que a operação na Líbia foi muito contraditória.

"Nos foi apresentada como uma necessidade humanitária para evitar o derramamento de sangue. Agora vemos que a morte do coronel Kadhafi levou a uma desestabilização na Líbia e em toda a região do Saara", afirmou o deputado.

O deputado do Partido Socialista Gerárd Bapt ecoou a ideia de Dhuicq.

"A tragédia é que nós, tendo derrubado o regime [de Kadhafi] destruímos o próprio Estado e, no caso do Iraque, quando o Estado foi destruído, seguiu-se o caos. Agora quem sofre mais é a Europa, para onde convergem imigrantes do Iraque, d Síria e da Líbia. Tony Blair, ao que sei, dizia que tinha iniciado negociações com Kadhafi e que este estava pronto a sair do poder sob a condição de o fazer de cabeça erguida. Como explicar o desejo de derrubar o seu regime? Provavelmente, razões eram outras…", disse.

Forças líbias leais ao governo apoiado pela ONU se preparam para tomar prédios universitários durante uma batalha contra militantes do Daesh em Sirte, Líbia, 10 de agosto, 2016. - Sputnik Brasil
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Na opinião de Dhuicq, a intervenção facilitou a vinda de pessoas da África subsaariana para a zona do Mediterrâneo.

"A comunicação [entre estas regiões] sempre existiu, mas Kadhafi era uma espécie de barreira para os que queriam atingir o Norte", disse.

A operação gera questões de caráter jurídico porque foi realizada em violação da resolução do Conselho de Segurança da ONU, para além da questão da morte de Kadhafi, afirmou o deputado. A Líbia deve ser uma lição para a comunidade internacional, ela nos ensinou que não se pode reformar um país a partir do exterior, as reformas devem ser tarefa dos próprios cidadãos desse país.

"O exemplo da Líbia mostra-nos que devemos apoiar [o presidente sírio Bashar] Assad e trabalhar para que na Síria se realizam reformas internas e não impostas do exterior", afirmou Dhuicq.

Os confrontos na Líbia iniciaram-se em 15 de fevereiro de 2011. O país foi um dos que experimentaram a Primavera Árabe – a onda de protestos antigovernamentais que atingiram a África do Norte e o Oriente Médio em 2010. O líder líbio Muammar Kadhafi, na tentativa de impedir as manifestações, foi acusado de violência em relação à população civil do seu país. Em março do mesmo ano, a França e a Grã Bretanha, apoiadas pelos EUA, iniciaram bombardeamentos do território líbio. O resultado da intervenção foi a morte de Kadhafi e uma enorme instabilidade do país em todas as áreas – política, econômica, etc. Até agora o país não possui um governo forte capaz de lutar contra terroristas que avançaram no país. Desde 1 de agosto deste ano, os EUA recomeçaram os bombardeamentos da Líbia para "limpar" o país dos grupos terroristas.

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