Ex-líder quirguiz: EUA usaram missão no Afeganistão para reforçar influência na região

© flickr.com / DVIDSHUBTropas dos EUA e do Afeganistão na cidade de Yawez
Tropas dos EUA e do Afeganistão na cidade de Yawez - Sputnik Brasil
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Os EUA usaram 13 anos da operação Liberdade Duradoura no Afeganistão como pretexto para aumentar sua influência na Ásia Central, informou o ex-presidente do Quirquistão, Askar Akayev, nesta quinta-feira (15).

A coalizão liderada pelos EUA lançou a operação Liberdade Duradoura no Afeganistão em outubro de 2001 na tentativa de eliminar o líder do grupo terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, responsável pelos ataques de 11 de setembro.

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Segundo o ex-líder do Quirquistão, a meta dos EUA "não foi apenas eliminar terroristas internacionais no Afeganistão", mas "ganhar terreno na Ásia Central para resolver seus problemas geopolíticos", informou Akayev à agência RIA Novosti.

Na opinião do ex-presidente quirguiz, essa operação permitiu aos EUA privar a China do acesso às rotas potenciais de petróleo a partir do Golfo Pérsico.

"Um dos oleodutos podia conectar a [China] através do Afeganistão e Irã com o Golfo [Pérsico]. Os Estado Unidos não queriam que a China usasse essa rota simples e direta de combustível", opina.

Segundo ele, a missão norte-americana na região da Ásia Central visava fazer terrorismo como estratégia política ao invés de erradicá-lo. Ele ressaltou que Washington é culpada pela Revolução das Tulipas no Quirquistão.

A operação Liberdade Duradoura no Afeganistão foi encerrada em dezembro de 2014.

Askar Akayev foi presidente do Quirquistão entre 1990 e 2005, sendo derrubado do poder em 2005 na sequência da Revolução das Tulipas.

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