Como pode ser resolvida a crise na península coreana?

© AP Photo / Ng Han Guan, FileFronteira da China com a Coreia do Norte
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Na semana passada, a Coreia do Norte demonstrou que não pretende desistir de suas ambições nucleares. O jornalista independente russo Evgeny Radugin explicou qual será a resposta da Rússia a longo prazo.

Na análise, feita para o site de notícias russo PolitRussia, o jornalista sugere que a resolução da crise passa por compreender que Pyongyang considera as armas nucleares como a única garantia de que sobreviverá a um ataque dos EUA ou dos seus aliados. Ao mesmo tempo, ele notou que, esforçando para se proteger, a Coreia do Norte se tornou uma ameaça global.

Kim Jong-un conseguiu deteriorar suas relações com a China, com a qual sempre teve laços estreitos.

Neste contexto, é notável que o líder norte-coreano nunca tenha realizado visitas oficiais à China ou mesmo se encontrado com Xi Jinping.

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Comentando a situação na península, a agência de notícias Xinhua destacou que "todas as partes, inclusive a Coreia do Norte, devem reconhecer que o caos na península, a guerra e instabilidade Nordeste da Ásia não serão benéficos para ninguém". Ao mesmo tempo, a agência notou que a militarização da Coreia do Sul é um dos motivos para os testes nucleares de Pyongyang. Seul confirmou, por exemplo, a instalação de sistemas THAAD no seu território.

Na opinião de Radugin, a decisão sul-coreana preocupou não somente Pyongyang, mas também Pequim e Moscou.

© REUTERS / Lee Jong-hyun/News1Moradores de Seongju durante um protesto contra a decisão do governo sobre a implantação da unidade de defesa anti-míssil dos EUA, THAAD, 13, julho, 2016
Moradores de Seongju durante um protesto contra a decisão do governo sobre a implantação da unidade de defesa anti-míssil dos EUA, THAAD, 13, julho, 2016 - Sputnik Brasil
Moradores de Seongju durante um protesto contra a decisão do governo sobre a implantação da unidade de defesa anti-míssil dos EUA, THAAD, 13, julho, 2016

"É evidente que a introdução destas armas na região levará à escalada de tensões", disse.

Em resposta ao teste norte-coreano, a Coreia do Sul publicou um plano de ataque que prevê reduzir a cinzas Pyongyang.

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Radugin afirmou que essa resposta é o resultado da política norte-americana. A Coreia do Norte se ofereceu para parar os testes nucleares em troca de cancelamento dos exercícios conjuntos dos EUA e Coreia do Sul, mas Washington rejeitou a proposta.

Ao mesmo tempo, Pequim disse que é necessário reiniciar negociações entre seis países e Moscou apelou a que sejam respeitadas as resoluções da ONU. Radugin disse que infelizmente Tóquio também alinhou com a posição de Washington que se manifesta por mais sanções contra Pyongyang. Na opinião de Radugin, todas as sanções somente consolidam o governo norte-coreano.

Outro problema, notou o especialista, consiste em que a Coreia do Norte decidiu agir da maneira norte-americana, ou seja ignorando tudo e todos.

Na opinião do jornalista, a única possibilidade de resolver a crise é reiniciar negociações com a participação dos seis países (Rússia, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, EUA e Japão) e encontrar um compromisso entre Pyongyang e grupo liderado pelos EUA.

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