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Veteranos de guerra são estrelas dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

© Tânia Rêgo/Agência BrasilEscultura de símbolo paralímpico é inaugurada em Copacabana
Escultura de símbolo paralímpico é inaugurada em Copacabana - Sputnik Brasil
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As cicatrizes da guerra mudam para sempre a vida de quem delas participa. É o caso dos 27 atletas presentes nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro que ingressaram no esporte depois de serem feridos em campos de batalha ao redor do mundo.

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No total, há oito países com veteranos em suas delegações paralímpicas. Os EUA, com dez atletas, são seguidos por Grã-Bretanha, Israel e Bósnia-Herzegovina, com quatro cada, depois pelo Sri Lanka, com três, e enfim por Turquia, Austrália e Holanda, cada um contando com um atleta paralímpico veterano de guerra. Pessoas feridas por tiros, carros-bombas, mísseis, granadas e minas terrestres.

As guerras no Iraque e no Afeganistão são responsáveis por boa parte dos atletas que competem hoje no Rio: 16 dos 27 veteranos foram aleijados nesses conflitos, de acordo com dados divulgados pelo comitê organizador da Rio 2016.

O ciclista norte-americano Alfredo de los Santos, por exemplo, perdeu a perna esquerda no Afeganistão em 2008, quando o veículo blindado em que viajava foi atacado por um lançador de foguetes.

Também no Afeganistão, o remador inglês Nick Beighton perdeu as duas pernas, e a holandesa Jaaike Brandsma, da equipe de voleibol sentado, perdeu uma perna, sofreu lesões em um braço e ficou parcialmente surda após um ataque realizado por um suicida que se explodiu abraçado em uma bomba.

​As guerras mais recentes, porém, não são as únicas que têm gerado competidores para as Paraolimpíadas. Três dos quatro israelenses na lista, por exemplo, ficaram feridos no conflito entre Israel e Líbano, cujas primeiras hostilidades remontam à década de 1960.

Da mesma forma, os quatro jogadores de voleibol sentado da Bósnia-Herzegovina vêm da guerra da década de 1990, e o atleta turco de tiro Muharrem Yamaç serviu o Exército durante a revolta curda no país nos anos 1980 e 1990.

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