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Venezuela rejeita ultimato da 'Tríplice Aliança' Brasil-Argentina-Paraguai sobre Mercosul

© Erika Santelices/AFPDelcy Rodriguez
Delcy Rodriguez - Sputnik Brasil
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A chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, condenou categoricamente nesta quarta-feira (14) a declaração unilateral dos governos da Argentina, do Paraguai e do Brasil contra o governo de Nicolas Maduro e sua presidência pro tempore do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

​Através de sua conta no Twitter, a chefe da diplomacia venezuelana disse que seu país, "no exercício pleno da presidência pro tempore" da organização regional, rechaça a declaração da chamada "Tríplice Aliança" (Argentina, Brasil e Paraguai).

Além disso, ela afirmou que a declaração viola as leis do Mercosul, destacando ainda que o governo brasileiro atua "de fato", e não de direito (em referência ao impeachment inconstitucional sofrido pela presidenta afastada Dilma Rousseff):

​Em outra mensagem, Rodriguez recordou que as decisões dentro do bloco são tomadas por consenso, e acrescentou que, com esta ação unilateral, busca-se a destruição da organização por meio de artifícios legais.

​A chanceler também disse que em breve irá falar sobre as regras que regem o bloco e as ações para proteger a organização, e também ressaltou que Caracas tem promovido uma diplomacia de respeito e paz com outras nações da região e do mundo.

​A Venezuela assumiu em 29 de julho a presidência pro tempore do Mercosul, tal como lhe convinha uma vez que o Uruguai havia cumprido o seu período.

Bandeiras de Mercosul - Sputnik Brasil
Venezuela é impedida de assumir a presidência do Mercosul
A declaração dos governos da Argentina, do Brasil e do Paraguai, emitida na terça-feira (13), solicita que a Venezuela entregue a presidência pro tempore do bloco até o dia 1º de dezembro de 2016, argumentando que desde sua entrada no Mercosul, em 29 de junho de 2012, o país liderado por Maduro teria adaptado menos de 30 por cento de sua legislação nacional às regras do bloco, no que diz respeito ao comércio, à política energética, à infraestrutura, à política de direitos humanos e à política de defesa, entre outras coisas.

A Venezuela precisaria aprovar em sua Assembleia Nacional pelo menos 300 leis e 40 tratados internacionais para se adequar definitivamente ao Mercosul.

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