Itália está nas mãos da OTAN?

© AFP 2022 / MARCELLO PATERNOSTRO / AFP Militares italianos na abertura de exercícios militares de larga escala da OTAN, base aérea de Trapani, Sicília
Militares italianos na abertura de exercícios militares de larga escala da OTAN, base aérea de Trapani, Sicília - Sputnik Brasil
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Cheia de bases da OTAN, a Itália vai a reboque da Aliança militar. Será que a Europa e os montes Apeninos realmente estão interessados em manobras constantes junto à fronteira russa e operações militares em vários pontos do globo?

Em entrevista à agência Sputnik Itália, o documentalista Fulvio Grimaldi revelou:

"Tornamo-nos vítima de autolimitação a despeito dos nossos próprios interesses, a Europa está torturando a si mesma".

Segundo ele, "seguindo os interesses dos EUA, a Itália introduziu sanções contra a Rússia que foram menos prejudiciais para Moscou do que para agricultores e indústria italianos, cuja situação econômica é bastante difícil".

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Grimaldi ressalta que "Itália é um país militarizado com cerca de 90 bases militares norte-americanas, sendo que todas as bases italianas são da OTAN e são controladas pelos EUA".

O especialista acha que o fato de a Itália "estar cheia de bases da OTAN causa enorme dano financeiro para a economia italiana e prejudica construção de hospitais, escolas e revitalização de territórios".

Além disso, segundo ele, as bases militares da Aliança fazem com que a Itália "corra risco de se tornar alvo de países que vão querer resistir à agressão da OTAN".

Grimaldi informa que na região da Sicília, a Itália possui nova base norte-americana M.U.O.S, de onde os EUA são capazes de realizar ações militares na África e no Oriente Médio.

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"Na Sardenha, há outra base militar dos EUA, onde todos os produtores mundiais de material bélico destinado à OTAN realizam testes de novas armas, o que polui o meio ambiente e piora a saúde da população", explica.

O documentalista assinala que o dano à economia é também enorme:

"Operações militares da OTAN por todo o mundo custam aos cofres do Ministério da Defesa italiano cerca de 55 milhões de euros por dia. Levando em consideração que as despesas de outros ministérios italianos, com exceção do Ministério da Defesa, chegam até 80 milhões de euros diários – eis a contribuição do país que de nenhuma forma se interessa em operações militares em nenhum país do globo, pois ninguém o ameaça."

Grimaldi não vê razão para otimismo. Ele acredita que "tal estratégia agressiva da OTAN leva ao colapso" da Itália e espera que as "autoridades italianas reflitam e escolham outra política em relação à aliança militar".

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