Por que precisa Clinton da teoria de conspiração contra a Rússia?

© AFP 2022 / BRENDAN SMIALOWSKI Presidenciável norte-americana Hillary Clinton fala aos seus apoiantes em Charlotte, Carolina do Norte, EUA, 8 de setembro de 2016
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Na sua campanha eleitoral a presidenciável norte-americana tem se referido muitas vezes a uma estravagante "teoria de conspiração" segundo a qual a Rússia terá alegadamente realizado ciberataques contra entidades ligadas às eleições nos EUA para assegurar a vitória de Donald Trump.

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Entretanto, os cidadãos norte-americanos acreditam cada vez menos nesta teoria que, afinal de contas, pode provocar um efeito bumerangue contra Clinton, afirma o jornalista Joel B. Pollak do portal de notícias Breitbart News.

"Não há quaisquer evidências a favor desta teoria, tal como não há evidências de que a comunidade norte-americana tenha sido enganada com estas acusações. Além disso, parece muito misterioso o fato de Clinton transmitir para os seus apoiantes a mensagem de que espera uma derrota na eleição", sublinhou Pollak.

Na sua opinião, Clinton precisa de teorias de conspiração par realizar o chamado plano B, em caso de uma vitória real de Trump.

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Pollak notou que, quando se fala da alegada "interferência russa", não é importante que Moscou seja realmente capaz de influenciar a eleição norte-americana ou qual dos candidatos Moscou prefere. O único objetivo é colocar em dúvida a própria eleição, diz o jornalista.

"A ideia de que os russos podem interferir na eleição norte-americana assegura um pretexto conveniente para anular os resultados se for necessário", destacou, acrescentando que, para fazer isso, basta provocar "uma histeria na mídia, organizar audições, processos judiciais, protestos ou mesmo uma crise constitucional".

Neste contexto, a teoria promoverá os interesses de Clinton mesmo no caso da sua derrota porque a ideia da "influência russa" pode tornar-se pretexto para contestar os resultados da eleição, concluiu Pollak.

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