Considerando Crimeia parte da Ucrânia, Poroshenko recusa realização de eleições russas

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Kiev, Ucrânia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, mandou o ministro das Relações Exteriores, Pavel Klimkin, informar a Rússia sobre a impossibilidade de realização das eleições para a Duma de Estado russa, disse o assessor de imprensa do presidente ucraniano, Svyatoslav Tsegolko.

Anteriormente, os deputados do parlamento da Ucrânia apelaram aos colegas estrangeiros para não reconhecerem os resultados das eleições realizadas na Crimeia e que publicassem declarações oficiais sobre a "ilegitimidade do reconhecimento das eleições para a Duma da Federação Russa".

"O presidente pediu ao ministro do exterior para informar Moscou sobre a impossibilidade de realização de eleições russas no território da Ucrânia", escreveu Tsegolko no seu perfil no Twitter.

​A Comissão Central Eleitoral e a chancelaria russas, após as declarações de Poroshenko, informaram sobre a intenção de discutir a questão da votação dos russos na Ucrânia. Moscou aponta que "mantém a situação sobre controle".

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O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse na quinta-feira aos jornalistas que a Rússia não vai tomar em consideração a posição da Ucrânia sobre as eleições na Crimeia porque a península faz parte da Rússia.

A chancelaria russa espera por um esclarecimento oficial de Kiev sobre a declaração de Poroshenko.

"Estudamos o assunto e aguardamos por esclarecimentos oficiais", afirmou vice-chanceler russo Grigory Karasin por telefone, respondendo a uma pergunta sobre a reação da Rússia às declarações de Kiev.

As eleições para a Duma serão realizadas em 18 de setembro. Na Crimeia há 1,5 milhão de eleitores com direito de votar.

A Crimeia se tornou novamente uma região russa após o referendo realizado na sequência da tensão política na Ucrânia em 2014. A favor da reunificação com a Rússia votaram mais de 95% dos moradores da península.

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