Nos Jogos Paralímpicos não há lugar para política, se ela não for antirrussa

© Sputnik / Alexey Filippov / Abrir o banco de imagensA bandeira russa na Vila Olímpica no Rio de Janeiro
A bandeira russa na Vila Olímpica no Rio de Janeiro - Sputnik Brasil
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O jornalista britânico Neil Clark escreveu no seu artigo no RT, que o Ocidente gosta de repetir que competições e concursos internacionais devem excluir a política, mas isto não se aplica aos casos em que se trata da Rússia.

"Se existissem concursos de hipocrisia, o Comitê Paralímpico Internacional seria certamente um forte candidato à medalha de ouro", divulga o material do canal RT.

Bielorrússia desfila com bandeira russa na abertura das Paralimpíadas - Sputnik Brasil
Bielorrússia ignora proibição e desfila com bandeira russa na abertura das Paralimpíadas
O Comitê Paralímpico Internacional (CPI) criticou a equipe nacional da Bielorrússia depois de um dos membros da delegação bielorrussa, Andrei Fomochkin, ter erguido a bandeira da Rússia na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos, disse o jornalista. Posteriormente a acreditação de Fomochkin foi cancelada e o CPI disse que a política não tem lugar nos Jogos.

"O CPI disse que recordava à Bielorrússia que protestos políticos são proibidos nos Jogos Paralímpicos. Mas o absurdo é que o CPI é que fez jogos políticos que terminaram com o afastamento da equipe russa dos Jogos Paralímpicos", escreve Clark.

A política parece não ter lugar nos Jogos Paralímpicos, mas se estamos falando da política antirrussa, ela não só é admissível, como é mesmo de cumprimento obrigatório, continua o autor do material.

Neil Clark observa que esta é a segunda vez no ano em que o Ocidente demonstra padrões duplos em relação aos chamados "protestos políticos". "Em maio, se realizou um festival da Eurovisão completamente absurdo", a canção da cantora ucraniana Jamala "1944", sobre a deportação dos tártaros da Crimeia, violou claramente as regras do concurso, mas a cantora participou com essa composição e ainda venceu com tal canção.

"Enquanto a cantora russa ganhou o voto popular, os ‘juízes profissionais’ dos países da OTAN tornaram Jamala vencedora", diz o artigo. Mas a Eurovisão é, certamente, um concurso "fora da política", concluiu ironicamente Clark.

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