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Para CUT, governo Temer vai intensificar reaproximação com EUA em detrimento dos BRICS

© AP PhotoJoe Biden
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O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que a mudança de poder no Brasil, com o afastamento da presidente Dilma e a assunção de Michel Temer no Cargo, foi feita de acordo com a Constituição, e que espera que os dois países continuem a trabalhar de forma próxima.

As declarações de Biden foram feitas em Washington, durante a conferência anual do Banco de Desenvolvimento da América Latina. O Brasil foi o primeiro país a ser citado por Biden quando ele falava sobre os desafios da América Latina e a importância do país para os EUA.

Para o secretário adjunto de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ariovaldo Camargo, o comentário do vice-presidente é típico de quem acompanha os noticiários que saem do Brasil através dos grandes meios de comunicação.

"Eles (meios de comunicação) tentam vender uma naturalidade do que aconteceu, inclusive com o formato, que na nossa opinião é um golpe parlamentar e midiático, e tenta atrair para as necessidades e os projetos norte-americanos o governo que acabou se tornando o governo definitivo através do processo de afastamento da presidenta Dilma. Tenta ainda romper com a lógica que vinha sendo, ao longo dos últimos anos, tratado pelo governo brasileiro de fazer um reposicionamento do ponto de vista econômico de quais parceiros deveria privilegiar na geopolítica."

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Segundo Camargo, o Brasil tinha feito nos últimos anos uma reaproximação muito forte através dos BRICS, uma perspectiva de um novo modelo econômico para os países em desenvolvimento e em especial um novo ordenamento que não fossem os mesmos apresentados pelo Banco Mundial e pelo FMI.

"Lamentavelmente o jogo político que o governo norte-americano tenta fazer é tentar respaldar o golpe no Brasil numa perspectiva de trazer para seus interesses o mercado econômico brasileiro e o próprio alinhamento do governo brasileiro com as políticas norte-americanas. É um novo ordenamento do governo brasileiro, através do ministro José Serra, que vai tentar uma reaproximação com o governo norte-americano, descontruindo aos poucos o que se construiu através do Mercosul na América Latina e as relações com Rússia, China, Índia e África do Sul. É mais uma daquelas declarações de quem não conhece de fato aquilo que acontece no Brasil e faz uma interpretação daquilo que a grande imprensa tem distribuído para o mundo todo."

Camargo diz que não há o reconhecimento de que as coisas foram de fato corretas.

"Basta observar a fotografia oficial da reunião do G20, onde nos últimos anos sempre o presidente do Brasil ou a presidente do Brasil se encontrava em posição de destaque ao lado de Obama, de Merkel, dos grandes governantes do planeta. Dessa vez, o governo representado pelo Michel Temer fica à direita do grande bloco de líderes mundiais, praticamente numa posição muito diferente daquilo que vinha sendo nos últimos anos."

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