Dividir o país com ajuda 'limitada' da OTAN: receita para Síria e EUA?

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensA cidade de Aleppo
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Resolver o conflito na Síria para longo prazo apenas é possível "dividindo o país em várias partes", disse Bret Stephens, colunista do The Wall Street Journal.

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As tentativas dos EUA e da Rússia nas negociações sobre o cessar-fogo na Síria estão falhando uma após outra; no entanto, as autoridades norte-americanas, que ficaram sem ideias, ainda tentam chegar a uma trégua por meio de negociações inevitavelmente infrutíferas, escreve Stephens. Ele lembra as 17 principais iniciativas de paz na Síria nos últimos cinco anos, cada uma das quais "tem o sabor do fracasso". O resultado dessas iniciativas foram quase cinco milhões de refugiados, cerca de oito milhões de pessoas deslocadas internamente e 400.000 cidadãos sírios mortos.

"Por que Obama pensa que o próximo acordo de cessar-fogo vai trazer frutos, se todos os anteriores falharam? Acho que ele mesmo não acredita nisso", diz o artigo.

No entanto, Obama deixará o cargo dentro de quatro meses, portanto, o novo presidente terá de definir a sua política em relação à Síria, lembra o jornalista. Ele propõe uma sua estratégia de cunho próprio de gestão de crises.

"O primeiro e o mais importante passo é abandonar o 'princípio fundamental' <…> que diz que 'a Síria deve permanecer sendo um Estado unido'", diz Stephens.

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A guerra na Síria é uma luta pelo poder que só uma parte pode vencer: ou o presidente sírio, Bashar Assad, ou os adversários dele, acredita o jornalista. Na sua opinião, o melhor jeito de ir além da abordagem de "vitória ou morte" é dividir o país. Esta ideia carrega consigo uma série de dificuldades, em particular, em termos de definição das novas fronteiras na Síria.

"Será que os defensores do curso atual vão se dar conta do seu fracasso quando o número de vítimas atingirá 500 mil pessoas? Ou é preciso aguardar para que ele aumente de um milhão?", pergunta Stephens.

O jornalista propõe também a sua versão da divisão territorial da Síria.

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"O futuro do estado alauitas na costa mediterrânea da Síria pode garantir a sobrevivência política da dinastia governante Assad. Este território pode se tornar um lugar seguro para este povo <…>, especialmente se a Rússia é o garante dessa segurança. O território curdo que se juntará ao Curdistão iraquiano será visto como uma ameaça na Turquia, no entanto esta zona pode se tornar um asilo para os civis se a aviação americana cuida deles", acredita o autor.

Quanto ao resto da Síria, a resolução do conflito ela exigirá "uma intervenção forte, mas limitada, da OTAN", para expulsar os terroristas do Daesh (organização proibida na Rússia) de seus baluartes e ajudar ao exército sírio libertar Aleppo e chegar a Damasco, e também convencer a Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos de criar um "contingente de estabilização" conjunto, sugere o autor da matéria.

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O mundo já enfrentou um conflito parecido na década dos noventa do século passado, nos Bálcãs, e na época os EUA conseguiram atingir "resultados políticos sérios", diz Stephens. Segundo ele, a ex-Iugoslávia que foi divisa em sete diferentes Estados, pode se tornar um exemplo de um "êxito da política externa" que deve seguir o próximo presidente americano.

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