'É um monstro que já cá está'

© AFP 2022 / AREF KARIMISoldados italianos no campo militar no Afeganistão, 2014 (foto de arquivo)
Soldados italianos no campo militar no Afeganistão, 2014 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A Itália não evitou os problemas ligados ao Daesh. Pouco tempo atrás, os serviços secretos italianos descobriram que dois estudantes italianos foram lutar pelo Daesh e essa não foi a primeira vez que isso aconteceu.

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Em Roma, durante 120 dias irá funcionar uma comissão especial que analisará o fenômeno do extremismo jihadista na Itália. A Sputnik falou com um dos membros da comissão – o professor da Universidade de Pádua Stefano Allievi.

"O primeiro-ministro [Matteo Renzi] colocou perante nós uma tarefa muito urgente – recolher todos os nossos conhecimentos num relatório que descreva a situação atual e permita entender o que fazer. Convém não somente estudar o fenômeno da radicalização, o que já estamos fazendo, mas tentar criar instrumentos para a prevenir", disse.

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A comissão não incorpora nenhum muçulmano, mas Allievi acredita que será possível realizar encontros com a comunidade muçulmana. O especialista afirmou que no caso de Daesh não se trata de um monstro que ataca do exterior. "É um monstro que já cá está".

"O Daesh não os incorpora [aos mercenários] e não os dirige, eles já estão aqui – trabalham, estudam ou realizam atividades criminosas. E só depois decidem se juntar ao Daesh. Frequentemente eles nem entram em contato com o Daesh", afirmou.

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Allievi afirmou que é possível tomar medidas de profilaxia, mas tudo tem limites.

"Nenhuma decisão nos assegura uma garantia de 100% <…>. É possível fazer muito para que as pessoas não entrem nos movimentos radicais, mas é impossível fazer isso a 100%, como é impossível erradicar completamente a criminalidade ou a máfia", disse.

Na opinião dele, é necessário criar organizações para trabalhar com os jovens que podem aceitar ideais radicais. Através da cooperação com o mundo islâmico é possível alcançar muita coisa.

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