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Governo não acredita que protestos influenciem na aprovação de reformas no Congresso

© Beto Barata/PRPresidente Michel Temer durante coletiva de imprensa na China
Presidente Michel Temer durante coletiva de imprensa na China - Sputnik Brasil
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Ao final do encontro da Cúpula do G-20, na China, o presidente Michel Temer novamente falou sobre as manifestações contra seu governo, que estão ocorrendo no Brasil. Temer minimizou, e disse que as ações realizadas nos últimos dias são apenas atos de vandalismo.

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O presidente ainda aproveitou para comentar as declarações feitas no sábado (3) pelo Papa Francisco, que disse que o Brasil passa por um momento triste. Segundo Temer, o Papa se referia as violentas manifestações.

"A depredação, isso é delito.  Isso não é manifestação. Acho que neste sentido é que o Papa, que é sábio vendo tudo isso disse, orem pelo Brasil. Para que? Para quem sabe fazer o que eu tenho pregado, vamos pacificar o país. Quem faz uma oração, faça para que a ação seja pacificadora. Eu acho que isso que o Papa está pedindo."

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que também faz parte da comitiva presidencial que estava na China, admitiu nesta segunda-feira (5) que o número de manifestantes nos protestos contra o presidente Michel Temer no fim de semana foi substancial, mas não devem influenciar na votação de reformas no Congresso.  Meirelles disse não ver problemas nos protestos, que eles são parte da Democracia e legitimam o processo de impeachment contra a ex-presidenta Dilma Rousseff.

"É uma manifestação razoável, 100 mil pessoas é um número substancial, mas também já tivemos manifestações muito maiores. A minha avaliação é que o Congresso e os parlamentares, eles se sensibilizam é com a crise econômica."

De acordo com Meirelles, a maior preocupação do Congresso hoje é viabilizar a retomada do crescimento econômico e a volta do emprego, porque é a preocupação atual do eleitor, em manter seu próprio emprego.

No sábado (3), na China, o presidente Michel Temer classificou os protestos de inexpressivos e realizados por grupos mínimos, que não teriam força diante de um conjunto de 204 milhões de brasileiros.

A mesma opinião foi dada pelo chanceler José Serra, que disse que as manifestações eram "mini, mini, mini."

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