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Detidos em protesto são indiciados por associação criminosa e corrupção de menores em SP

© Rovena Rosa/Agência BrasilManifestantes pedem novas eleições durante ato na Paulista
Manifestantes pedem novas eleições durante ato na Paulista - Sputnik Brasil
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16 adultos das 26 pessoas detidas em protesto realizado no domingo (4), em São Paulo, foram indiciados por associação criminosa e corrupção de menores, informou hoje (5) a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). As outras 10 pessoas são adolescentes, que também passaram a noite na carceragem e responderão por ato infracional.

De acordo com os organizadores, o ato contra o presidente Michel Temer e pela realização de eleições diretas reuniu 100 mil pessoas. O protesto transcorreu pacífico, porém ao final a polícia lançou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e jatos de água. 

De acordo com a Agência Brasil, a secretaria informou que, no momento da prisão, os detidos estavam com “uma barra de ferro, câmeras, celulares, toucas, lenços, máscaras e diversos frascos contendo líquidos, que foram enviados à perícia para análise da substância. “Cinco dos jovens carregavam pedras e estilingues em mochilas. Um celular roubado também foi encontrado com um dos adolescentes” – diz a SSP.

Movimento Passe Livre (MPL), no entanto, denunciou as acusações através das redes sociais, alegando que os objetos foram “plantados” pelos policiais e que os jovens não são adeptos da tática black bloc.

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Juno Guerreiro David, advogado de um dos detidos, confirmou que há suspeita por parte da polícia de que os jovens integrem a tática black block. Juno disse que a informação é equivocada, já que seu cliente, que prefere não se identificar, tinha intenção apenas de fotografar o trabalho dos socorristas durante a manifestação. O rapaz tem aproximadamente 20 anos, estuda e trabalha, defendeu o advogado.

Os detidos serão encaminhados, após passarem por exame de corpo de delito, para audiência de custódia, em que se apresentam ao juiz para verificar a necessidade e adequação da continuidade da prisão. “Muito provavelmente, o juiz com um certo discernimento, deve colocar todos em liberdade, uma vez que não há comprovação de que eles lesaram, agrediram alguém, não depredaram patrimônio público", disse.

O Passe Livre convocou para as 14 horas uma manifestação em frente ao Fórum da Barra Funda, zona oeste, onde serão levados os jovens para a audiência de custódia.

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