Oposição síria acusa EUA de tentar desacreditar Damasco

© AFP 2022 / FABRICE COFFRINIMembros da delegação de Damasco nas negociações sobre paz na Síria após encontro com o enviado especial da ONU para Síria Staffan de Mistura. Genebra, 18 de abril de 2016
Membros da delegação de Damasco nas negociações sobre paz na Síria após encontro com o enviado especial da ONU para Síria Staffan de Mistura. Genebra, 18 de abril de 2016 - Sputnik Brasil
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Os EUA estão tentando desacreditar Damasco e acusar o governo sírio de usar armas químicas antes das negociações sobre a Síria em Genebra, disse à Sputnik Tarek Ahmad, representante do Grupo de Hmeymim (oposicionista).

Representante permanente da Rússia na ONU Vitaly Churkin - Sputnik Brasil
Rússia: relatório da ONU sobre armas químicas na Síria é insuficiente para sanções
O órgão conjunto das Nações Unidas e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) apresentou na semana passada o relatório sobre a investigação de alguns episódios de alegado uso de armas químicas na Síria. Especialistas reconheceram que as forças do governo são culpadas de dois ataques químicos e que o Daesh (banido na Rússia) – é culpado de um ataque.

“O relatório pode ser baseado em dados falsos. Acho que os Estados Unidos começaram a falar sobre isso porque eles se encontraram em uma situação difícil: os seus aliados na região, os turcos e os curdos, estão competindo uns com os outros. Como resultado, os Estados Unidos e a Comissão Negociadora Suprema não está disposta a negociar e não será capaz de formar uma nova delegação"- disse Tarek Ahmad à agência Sputnik.

O oposicionista frisou que as armas químicas foram retiradas da Síria em 2014. Além disso, em sua opinião, é estranho supor que Damasco fosse usar cloro, especificado no relatório.

Mais cedo o representante oficial do Grupo de Hmeymim, Mace Kreidi, expressou a opinião de que o relatório poderia ter sido alterado por países que não querem uma solução diplomática para a Síria: Arábia Saudita, Qatar, Turquia e Estados Unidos.

Na terça-feira, na primeira discussão do relatório, os representantes permanentes da França, Grã-Bretanha e os Estados Unidos na ONU afirmaram que tentariam alcançar "uma ação rápida e forte" do Conselho de Segurança. Isso significa, em particular, a possibilidade de impor sanções a Damasco.

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