O caso de espionagem que pode agravar ainda mais relações entre China e EUA

© Foto / SaveSandySandy Phan-Gillis, empresária norte-americana de ascendência chinesa, presa em março de 2015 na China, foi acusada de espionagem em 30 de agosto, 2016
Sandy Phan-Gillis, empresária norte-americana de ascendência chinesa, presa em março de 2015 na China, foi acusada de espionagem em 30 de agosto, 2016 - Sputnik Brasil
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Sandy Phan-Gillis, uma empresária norte-americana de ascendência chinesa, presa em março de 2015 na China, foi acusada de espionagem, informou o Ministério das Relações Exteriores da China na terça-feira (30). O anúncio ameaça deteriorar ainda mais as relações sino-americanas.

Em março de 2015, Sandy Phan-Gillis chegou à China como membro de uma delegação comercial, tendo sido detida sem acusações quando viajava para Macau, uma região autônoma. 

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, declarou em uma entrevista que "o departamento chinês relevante ia lidar com o caso, estritamente de acordo com a lei". 

O Departamento de Estado dos EUA pediu para obter detalhes sobre o caso e exigiu o acesso "completo e irrestrito" a Phan-Gillis. A recomendação da ONU de liberar Phan-Gillis, já que a detenção viola normas dos direitos humanos, foi criticada pelo governo chinês. 

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O marido de Phan-Gillis afirma que sua esposa está inocente e é injustamente acusada de cometer um crime cerca de 20 anos atrás, que, afirma, ela nunca cometeu, uma vez que ela não estava na China naquele momento. Ela é acusada de tentativas de recrutar cidadãos chineses nos EUA para atuar como espiões. O marido de Phan-Gillis acredita que as acusações sejam resultado não de qualquer atividade criminosa, mas sim da política. 

Seu marido está à procura da ajuda do presidente norte-americana Barack Obama para resolver o caso, já que o presidente deve visitar a China no sábado para a Cúpula do G20 em Hangzhou. 

As tensões entre os dois países se agravaram devido às reivindicações territoriais chinesas no Mar do Sul da China. Além disso, no início de julho, Su Bin, um cidadão chinês, foi condenado a 46 meses de prisão nos EUA depois de ter alegadamente passado informações militares norte-americanas para militares chineses.

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