Cientista político: querendo obter base da OTAN Kiev 'faz grande alarido'

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A delegação da Aliança do Atlântico Norte para as questões de Defesa está agora na Ucrânia. A OTAN não quer nem deixar a Ucrânia, nem que ela adira à Aliança: eles necessitam da Ucrânia apenas para "ladrar" contra a Rússia, disse o analista político Andrei Koshkin.

A delegação da Aliança para o planejamento da defesa chegou à Ucrânia. A delegação é liderada por David Brown, um dos chefes do Secretariado Internacional da OTAN. De acordo com a mídia ucraniana, já foi realizada uma reunião com o vice-ministro da Defesa da Ucrânia Igor Dolgov, em que os lados discutiram o processo de reforma do exército ucraniano e a questão do apoio ao exército pela OTAN.

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No fim de 2014, os deputados da Suprema Rada alteraram a Constituição da Ucrânia, recusando o estatuto de país não alinhado com blocos militares. A nova doutrina militar da Ucrânia prevê o rumo para a integração do país na OTAN. Para isso, a Ucrânia deve até 2020 garantir a correspondência plena das forças armadas às dos países membros da Aliança.

No entanto, em um futuro próximo a adesão da Ucrânia à OTAN será pouco provável, julga o chefe do Departamento de Política e Sociologia da Universidade de Economia Plekhanov da Rússia Andrei Koshkin:

"No momento, a OTAN não está interessada em quaisquer alterações importantes. <…> A OTAN não é um parceiro estratégico da Rússia, mas eles não querem se envolver em um confronto aberto com nosso país. Nesta situação, eles precisam de países como a Ucrânia, países que, perdoem a expressão, 'possam ladrar de uma esquina' contra a Rússia", disse Andrei Koshkin.

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De acordo com o analista, no futuro próximo não acontecerá um salto qualitativo na cooperação bilateral entre a OTAN e a Ucrânia, mas mesmo o nível de cooperação que já existe é muito perigoso.

"A OTAN, em minha opinião, hoje se limita a uma reforma na Ucrânia. <…> Mas no que se refere a bases militares da OTAN, Kiev 'faz grande alarido' – apela à Bruxelas, a Washington para colocarem lá algo. Mas o Ocidente agora não está para isso", concluiu Andrei Koshkin.

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