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Será que Rússia e Japão efetuarão missões humanitárias conjuntas na Síria?

© Sputnik / Mihail Voskresensky / Abrir o banco de imagensAjuda humanitária da Rússia para a Síria
Ajuda humanitária da Rússia para a Síria - Sputnik Brasil
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Foi o vice-ministro da Defesa da Rússia Anatoly Antonov que avançou com essa iniciativa durante uma reunião de trabalho com o embaixador do Japão na Rússia Toyohisa Kozuki.

Hoje o Japão participa ativamente em operações de paz em todo o mundo. O interesse de Tóquio pelas operações no estrangeiro surge primeiro por causa de sua intenção em demonstrar atividade do Japão como membro da ONU e que ele merece ser incluído na composição permanente do Conselho da Segurança da ONU.

Mas, entretanto Tóquio não reagiu à proposta do Ministério da Defesa russo sobre a operação humanitária.

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A razão principal de tal posição duradoura é que a proposta da Rússia se refere à política militar do Japão, acredita o especialista em assuntos do Japão e professor da MGIMO (Universidade das Relações Exteriores da Rússia) Dmitry Streltsov. 

"Este assunto é muito especifico para o Japão, considerando o estatuto pacifista do país. Mas além do mais, isto é a manifestação de uma certa dependência do Japão devido ao seu Acordo de Segurança com os EUA. Ele contém artigos que limitam a cooperação militar do Japão com outros países. Inclusive a formação de qualquer aliança ou concessão do seu território. E cada proposta desse tipo, mesmo se for referente a missões humanitárias, exige um acordo entre Tóquio e Washington", explicou ele. 

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Por isso, segundo o analista, não é surpreendente que o Japão tenha participado em operações apenas em conjunto com os americanos. Assim, após os atentados de 11 de setembro, o Japão se juntou à coalizão antiterrorista no Afeganistão e no Iraque. Quanto ao problema sírio em concreto, o Japão apoia a posição consolidada com os outros países ocidentais.

"Devido a essa circunstância, o Japão tem certas diferenças com a posição da Rússia. Nomeadamente, quem deve ser considerado como terroristas e se é preciso apoiar o regime de Assad", acrescenta o analista.

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Contudo, o analista sublinha a importância do momento em que foi feita a proposta de cooperação militar, ela foi feita na véspera da reunião do presidente russo com o premiê japonês durante o fórum econômico em Vladivostok e antes da visita do presidente russo ao Japão. 

"A Rússia está considerando o Japão como parceiro não só no domínio da diplomacia, mas também na cooperação militar. Em todo caso nas missões humanitárias", sublinhou Dmitry Streltsov.

Segundo o analista, este é um ponto importante que distingue a Rússia da China, a qual avalia negativamente a política de segurança de Tóquio.

​O Japão já acumulou uma grande experiência em operações humanitárias: em recuperação de infraestruturas e na construção de instalações civis destruídas por causa da guerra no Iraque e no Afeganistão.  É provável, segundo o analista, que a Rússia acredite que na Síria haja demanda por essa experiência do Japão.

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