Japão quer invadir mercado africano substituindo China?

© AP Photo / Sayyid Abdul AzimO primeiro-ministro japonês Shinzo Abe e o presidente da República do Chade Idriss Deby durante da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento da África (TICAD) em Nairóbi
O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe e o presidente da República do Chade Idriss Deby durante da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento da África (TICAD) em Nairóbi - Sputnik Brasil
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Apesar da sempre crescente influência da China em África, o Japão irá provavelmente obter seu próprio nicho no mercado africano, disse à Sputnik Aleksei Maslov, especialista em política asiática.

Numa entrevista à Sputnik, o especialista em política asiática da Escola Superior de Economia em Moscou Aleksei Maslov não excluiu a possibilidade de o Japão poder tomar seu nicho no mercado africano, apesar do crescimento da influência econômica da China na região.

A entrevista foi realizada logo depois da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento da África (TICAD) que teve lugar em Nairóbi (capital do Quênia). Durante o evento, o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe prometeu que o seu país vai colocar 30 bilhões de dólares (R$ 97,8 bilhões) no desenvolvimento dos países africanos nos próximos três anos.

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A este respeito é interessante lembrar que, exatamente um mês antes da reunião TICAD, a China realizou um Fórum sobre a Cooperação entre China e África (FOCAC), durante o qual os lados assinaram 61 acordos no valor total de 14,8 bilhões de dólares (R$ 48,2 bilhões) na forma de investimentos diretos.

A Administração-Geral de Alfândegas da China disse que Pequim se tornou o principal parceiro comercial da África ao longo dos últimos 15 anos.

Maslov, por sua vez, disse à Sputnik que "o Japão está seriamente atrasado em termos da sua entrada nos mercados africanos, não só por causa da crescente influência da China em África, mas também por causa da falta de vontade dos países africanos em cooperar com o Japão".

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No entanto, o especialista parece ser otimista sobre um avanço de Tóquio no mercado africano no futuro, porque realmente existe um nicho que pode ser ocupado pelo Japão:

"A China está agora trabalhando com projetos de grandes infraestruturas, agricultura e projetos financeiros [em África], bem como de formação de pessoal para os países africanos. Mas o Japão pode aproveitar uma série de oportunidades em outros setores, incluindo na tecnologia e na agricultura de alta tecnologia", disse Maslov.

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