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Delegado:'Ryan Lochte terá, sim, de responder no Brasil por falsa comunicação de crime'

© AP Photo / Martin MeissnerRyan Lochte depois de um treino de 4x200 em 9 de agosto de 2016, na Olimpíada do Rio 2016
Ryan Lochte depois de um treino de 4x200 em 9 de agosto de 2016, na Olimpíada do Rio 2016 - Sputnik Brasil
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Indiciado por falsa notificação de crime, ao registrar ter sido assaltado no Rio, versão desmontada pela Polícia, o nadador americano Ryan Lochte terá de se apresentar às autoridades policiais do Brasil para prestar esclarecimentos. A informação é do Delegado Ronaldo Oliveira, diretor das Delegacias Especializadas do Rio de Janeiro.

Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Ronaldo Oliveira explica os procedimentos jurídicos que serão adotados para que Ryan Lochte seja notificado do inquérito em andamento:

Ryan Lochte - Sputnik Brasil
Exclusivo: nadador americano Ryan Lochte terá que se apresentar à Justiça do Brasil

"O Dr. Alexandre Braga, diretor da DEAT, Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, realizou um excelente trabalho junto com sua equipe, e após minuciosa investigação constatou que a história do assalto não procedia, era mentirosa, e então decidiu indiciar Ryan Lochte pela falsa comunicação de crime. A partir deste indiciamento e considerando que o indiciado mora no exterior, o Dr. Alexandre Braga está representando junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio para que este órgão encaminhe à Justiça dos Estados Unidos uma Carta Rogatória, encaminhamento que se dará através dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores."

O diretor das Delegacias Especializadas do Rio explica ainda que Ryan Lochte receberá a notificação através da Justiça dos Estados Unidos e terá de comparecer ao Brasil para prestar os esclarecimentos considerados necessários pelas autoridades policiais e judiciárias. "O importante em tudo isso é ressaltar o trabalho integrado de todos os profissionais que atuaram neste caso", conclui Ronaldo Oliveira.

Ryan Lochte - Sputnik Brasil
Nadador americano Ryan Lochte é indiciado pela polícia no Rio

Ryan Lochte e outros três nadadores dos Estados Unidos promoveram um grande tumulto na madrugada do domingo, 14, num posto de combustíveis da Barra da Tijuca. A bordo de um táxi e visivelmente embriagados, segundo o motorista, eles voltavam de uma festa na Casa da França, na Lagoa Rodrigo de Freitas, e pararam num posto na Barra antes de se dirigir à Vila Olímpica. No posto, Ryan quebrou o vaso sanitário e causou outros danos até que todos foram imobilizados pelo segurança do posto. Ryan então pegou uma nota de 100 reais e outra de 20 dólares, entregou ao segurança e disse que o dinheiro pagaria os prejuízos causados ao posto. Regressaram então à Vila Olímpica, e no dia seguinte Ryan Lochte foi à DEAT registrar que havia sido assaltado. A partir daí, a Polícia investigou os fatos e concluiu que tudo foi uma grande encenação por parte dos norte-americanos. Na noite daquela segunda-feira, Ryan Lochte embarcou de volta para os Estados Unidos, deixando seus três colegas no Brasil.

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