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Impeachment: 'Votar ou não votar por Dilma não é uma questão pessoal dos senadores'

© Roberto Stuckert Filho/PRPresidente Dilma Rousseff durante entrevista no Palácio da Alvorada
Presidente Dilma Rousseff durante entrevista no Palácio da Alvorada - Sputnik Brasil
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A advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, que durante o regime ditatorial defendeu a então jovem ativista Dilma Rousseff na Justiça Militar, comenta agora para a Sputnik o julgamento do impeachment da presidente afastada.

"O julgamento da Presidente Dilma Rousseff está transcorrendo de uma forma densa, pelo menos nos seus dois primeiros dias”, diz a Dra. Rosa Maria. “O nível do debate está muito forte, e as opiniões expostas estão muito bem fundamentadas."

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Para a especialista, o ponto alto do julgamento tem sido a atuação do advogado de defesa da presidente, o ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo:

"Ele está se conduzindo de forma muito lúcida e serena, transmitindo tranquilidade à presidente e mostrando ter domínio de todos os seus argumentos."

Rosa Maria Cardoso conta ainda que, junto com outros renomados juristas, como Dalmo de Abreu Dallari, tem contribuído com opiniões e pareceres para proporcionar argumentos à defesa de Dilma Rousseff.   

Sobre a existência de alguma expectativa de que a presidente possa reverter um resultado que neste momento aparenta ser desfavorável a ela, a advogada afirma:

"Como não sabemos ainda o que está por vir – nesse momento existe um número pequeno de indecisos, mas existe –, eu não me atreveria a prever um resultado, porque existe exatamente essa margem de pessoas que ainda podem mudar de opinião."

Ao ser perguntada se o comparecimento de Dilma Rousseff ao Senado pode mudar alguma coisa, Rosa Maria Cardoso Cunha afirma que sim, "porque não é somente uma questão de posição pessoal do senador". Ela explica: "O senador representa ali um eleitorado, e ele tem que ter certa coerência entre o que ouvir, o que ficar assentado nessa fase de instrução e a satisfação que ele tem que dar aos seus eleitores. Se for muito convincente o que a presidente disser, se o senador votar contra, ele poderá ter dificuldade de se explicar diante de seu eleitorado. Acho que são razões de diferentes naturezas que podem levar um senador a mudar o voto, e uma das fundamentais não é somente a questão da sua consciência, mas a avaliação do que pensa o eleitor que o elegeu."

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