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Santos e Jiménez 'enterraram a machadinha'

© AFP 2021 / Luis AcostaGuerrilha das FARC em frente a um cartaz criticando o Plano Colômbia
Guerrilha das FARC em frente a um cartaz criticando o Plano Colômbia - Sputnik Brasil
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O governo da Colômbia e a maior organização guerrilheira do país, as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), conseguiram chegar a um acordo de paz. A guerra civil entre as duas partes já durava há 50 anos.

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As negociações de paz entre o governo da Colômbia e as estruturas das FARC continuaram durante mais de quatro anos e acabaram com a assinatura de um documento de seis pontos que prevê uma anistia para os participantes dos combates (exceto pessoas que cometeram crimes contra a humanidade). O documento também proclama o objetivo de transformar as FARC em um movimento político, bem como a realização de reformas da agricultura e a luta contra o tráfico de drogas.

O presidente da Colômbia deve fazer tudo para convencer o seu povo a apoiar o acordo no referendo que será realizado no dia 2 de outubro, disse à RT o vice-chefe do Instituto de Pesquisa da América Latina Vladimir Sudarev, porque outra figura política poderosa, Álvaro Uribe, crítica este acordo principalmente pela intenção de criar tribunais especiais para os criminosos militares.

O professor da faculdade das Relações Internacionais da Universidade de São Petersburgo Lazar Jeifets, numa entrevista à RT, assinala que o povo colombiano não tem unanimidade nesta questão. Mesmo por isso, o governo planeja realizar um referendo sobre as condições do acordo. A tarefa mais difícil é integrar os ex-rebeldes na vida política, bem como na vida social.

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O acordo também prevê a criação do assim chamado banco de terras que vai efetuar a distribuição de lotes de terra aos estratos mais pobres do povo. O orçamento anual das FARC era de 500 milhões de dólares por ano, o que as tornava na estrutura militar mais poderosa do mundo. Muitos membros delas simplesmente não sabem nada além de combater. Segundo Vladimir Sudarev, é pouco provável que eles vão viver e trabalhar como camponeses em suas novas terras.

Lazar Jeifets, por seu lado, também pensa que é muito difícil adaptar os ex-rebeldes à vida normal, porque durante os últimos 50 anos eles só viram armas, assassinatos, drogas, raptos e outras coisas violentas.

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