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Especialista: 'Impeachment é irreversível'

© Roque de Sá/Agência SenadoPlenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária para votar a Denúncia 1/2016, que trata do julgamento do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff
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"O afastamento definitivo da Presidente Dilma Rousseff deve se confirmar nos próximos dias, quando o Senado Federal concluir o julgamento do seu processo de impeachment." A avaliação é do cientista político Cláudio Couto, para quem a situação da presidente é muito difícil e praticamente irreversível.

Professor da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, Cláudio Couto alinha as seguintes razões para acreditar na irreversibilidade da situação de Dilma Rousseff:

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"Temos estes indicadores diante da forma como os senadores vêm se posicionando e principalmente pelo fato de que a presidente está cada vez mais isolada, inclusive no âmbito do seu partido, o PT. A recente recusa da direção do Partido dos Trabalhadores em apoiar a proposta de Dilma para a realização de uma consulta popular em torno de uma eleição presidencial extraordinária (ou antecipada) evidencia esta condição de isolamento. Se o seu próprio Partido não a apoia, é muito difícil que aconteça, daqui para frente, alguma coisa a favor da presidente."

Cláudio Couto também opinou sobre o que poderá ser um definitivo Governo Michel Temer:

"Vejo que um definitivo Governo Michel Temer tende a ser bem mais conservador do que foi o de Dilma Rousseff. O PMDB é um partido bem mais conservador do que o PT, a aliança que apoia Michel Temer também é conservadora, e isso poderá se refletir numa série de políticas públicas. Penso, especificamente, em termos da economia nacional, que deverá sofrer uma guinada, já que Michel Temer tenderá a adotar uma política econômica pró-mercado. O Governo anterior, apesar de se declarar favorável ao desenvolvimento, não conseguiu convencer o empresariado a realizar os investimentos necessários ao país. Então, Michel Temer poderá avançar nesta direção, assim como poderá avançar na saúde e na educação. Talvez Temer tenha dificuldades em convencer o seu PMDB a concordar com a limitação de gastos públicos e em fazer aprovar as reformas trabalhista e previdenciária, já que uma parcela significativa da agremiação não tem compromisso com estas necessidades e muito menos com a contenção de gastos públicos."  

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